Após ser concessionado pelo governo de Minas Gerais, o Minascentro, no Centro de Belo Horizonte, deve ser reaberto em breve, depois de dois anos sem funcionar. O espaço, importante estrutura para realização de eventos na capital, será operado pela iniciativa privada, que vai pagar R$ 370 mil mensais aos cofres públicos.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Marcelo Matte, o local é um importante ativo para fomentar o turismo em BH e foi concedido por meio de licitação a uma empresa que vai pagar o dobro do valor mínimo definido no processo. A ideia é fortalecer o turismo de negócios e voltar a realizar eventos no local.

Além do Minascentro, a Serraria Souza Pinto deve ser concedida por meio de comodato à iniciativa privada. O edital deve ser publicado em fevereiro de 2020. Parcerias como estas também serão buscadas para imóveis na Praça da Liberdade e para outros semelhantes na Região Metropolitana de Belo Horizonte, assim como para 20 parques estaduais de todo o território mineiro.

Concessões

Um contrato firmado com a Cemig garantiu o pagamento de R$ 5 milhões ao Estado para a manutenção da Fundação Clóvis Salgado, da qual faz parte o Palácio das Artes. A instituição, agora, passa a se chamar Espaço Cultural Cemig. Serão dois anos, cada um com R$ 2,5 milhões em investimentos.

Outro edital que deve ser publicado em breve é o que vai viabilizar o investimento de R$ 17 milhões anuais da iniciativa privada para a manutenção da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Um primeiro edital já foi publicado, mas não houve resultado. Uma nova tentativa será feita em breve pela Secult.

Incentivo ao turismo

Aumentar o fluxo turístico em Minas é um dos principais objetivos da gestão de Marcelo Matte. Para isso, a secretaria anunciou que vai começar em dezembro e janeiro a veicular propagandas em mídias impressas, de televisão e de internet de circulação nacional para fomentar o turismo no Estado.

“Daremos destaque a seis pontos: segurança, por sermos um dos estados mais seguros para turistas no país; no patrimônio histórico, já que 62% do patrimônio tombado está aqui; no patrimônio natural, focando nas cachoeiras e parques; no patrimônio imaterial, com a cultura popular mineira; nos produtos, como queijos, cafés e gastronomia; e no afeto do povo mineiro”, enumerou.

O objetivo do governo é aumentar em 10% ao ano o fluxo de turistas em Minas, vindos tanto de outros estados quanto do próprio território mineiro. A intenção é, ainda, que esse fluxo aumente a taxa de ocupação dos hotéis no Estado, que começou 2019 em 49%, está atualmente em 56%, e tem como foco atingir 70%. “Queremos que cresça 10% ao ano”, informou Matte.