A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (17) a quarta fase da operação "Pega Pega", para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. De acordo com a corporação, um homem de 29 anos foi preso em flagrante por armazenar pornografia infantil. A detenção aconteceu em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas, enquanto os agentes federais cumpriam mandados de busca e apreensão.

Além da cidade, os municípios de Belo Horizonte, Sete Lagoas e Santa Maria de Itabira também foram alvos da ação, que contou com a participação de 10 policiais. No total, eles cumpriram quatro mandados, que foram expedidos pela 35ª Vara Federal em BH. Na casa dos investigados, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica, "com o objetivo de verificar a existência de armazenamento e compartilhamento de material pornográfico infanto-juvenil".

Segundo os investigadores, em maio deste ano a PF identificou que dois usuários de um aplicativo de mensagens faziam a transmissão de arquivos com conteúdo de abuso sexual infanto-juvenil. "Outra parte da investigação teve início por meio de monitoramentos, por meio do qual foi possível se identificar dois usuários de internet que baixavam e compartilhavam arquivos com esse tipo de conteúdo ilícito", explicou a polícia.

Fases

Em 13 de março deste ano, na primeira fase da "Pega Pega", foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Ipatinga, Timóteo, Curvelo e Contagem. Na época, ninguém foi preso. Em 24 de abril, a PF desencadeou a segunda fase da operação e duas pessoas foram presas. Na ocasião, mandados foram cumpridos em BH, Ipatinga e Santana do Paraíso.

Em agosto, uma nova fase da operação foi deflagrada, quando os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, um em Mateus Leme (Grande BH) e um em Guanhães (Vale do Rio Doce). Ninguém foi preso.

Punição

A punição varia conforme o crime. Para aqueles que armazenam conteúdo, a pena pode variar de 1 a 4 anos, mas cabe fiança. Quem compartilha conteúdo relacionado à pornografia pode pegar de 3 a 6 anos, sem possibilidade de responder em liberdade. As penas podem ser somadas, também, para os casos em que o suspeito comete os dois crimes.

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