Mais duas pessoas foram presas pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (31), por suspeita de participação no caso dos maus-tratos praticados dentro de um asilo em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. À noite, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o marido e outra filha da proprietária do estabelecimento.

Mais cedo, um cuidador de idosos que trabalhava no asilo já havia sido detido, após se apresentar a uma companhia da Polícia Militar acompanhado de um advogado. Um mandado de prisão preventiva contra ele havia sido pedido na segunda-feira (29), mas só foi expedido nesta quarta.

Já a dona do asilo e uma filha já haviam sido presas em flagrante por suspeita de tortura na quinta-feira (25), dia em que a Polícia Civil compareceu ao estabelecimento para averiguar denúncias de maus-tratos.

Um inquérito policial foi aberto e há a suspeita de que pelo menos dez idosos possam ter morrido em decorrência dos maus-tratos praticados dentro do asilo. No dia em que o local foi interditado, sete pacientes foram encaminhados ao hospital municipal com sintomas de desidratação e anemia. Uma senhora apresentava traumatismo craniano.

O asilo não tinha alvará, mas, conforme as apurações iniciais da polícia, funcionava desde 2017 no bairro Barreiro do Amaral. Antes desta data, estava instalado no bairro São Benedito, também em Santa Luzia. A mudança ocorreu depois que vizinhos começaram a denunciar os maus-tratos.

As duas suspeitas, por meio do advogado Welbert Souza Duarte, negam veementemente os crimes de tortura. Elas estão reclusas no presídio de Vespasiano, também na Grande BH, e pediram para ficar em uma cela separada, pois estariam recebendo ameaças das outras detentas. O defensor já entrou com um pedido de habeas corpus, que está em análise pela Justiça mineira.

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