Um cuidador de idosos que trabalhava no asilo interditado na semana passada em Santa Luzia, na Grande BH, foi detido na tarde desta quarta-feira (31). O fato aconteceu logo após a Justiça emitir um mandado de prisão preventiva em nome dele. O cuidador é suspeito de praticar maus-tratos no local de trabalho.

De acordo com a Polícia Civil, o homem foi até a 71ª companhia da Polícia Militar em Santa Luzia acompanhado de um advogado. Assim que o mandado saiu, policiais civis foram até o local para efetuar a prisão. Em seguida, ele foi levado para a delegacia da cidade.

A dona do asilo e a filha dela foram presas em flagrante na quinta-feira (25), dia em que a Polícia Civil foi ao local averiguar as denúncias de maus-tratos. A prisão foi convertida em preventiva. 

Um inquérito policial foi aberto para averiguar o caso e há a suspeita de que pelo menos dez idosos possam ter morrido em decorrência dos maus-tratos praticados dentro do asilo. No dia em que o local foi interditado, sete pacientes foram encaminhados ao hospital municipal com sintomas de desidratação e anemia. Uma senhora estava com traumatismo craniano.

O asilo não tinha alvará, mas, conforme as apurações iniciais da polícia, funcionava desde 2017 no bairro Barreiro do Amaral. Antes desta data, estava instalado no bairro São Benedito, também em Santa Luzia. A mudança ocorreu depois que vizinhos começaram a denunciar os maus-tratos. 

As duas suspeitas, por meio do advogado Welbert Souza Duarte, negam veementemente os crimes de tortura. Elas estão reclusas no presídio de Vespasiano, também na Grande BH, e pediram para ficar em uma cela separada, pois estariam recebendo ameaças das outras detentas. O defensor já entrou com um pedido de habeas corpus, que está em análise pela Justiça mineira.

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