Um estelionatário de 43 anos que se passava por policial civil para aplicar golpes foi preso em flagrante, nesta terça-feira (18), no bairro Goiânia, região Nordeste de Belo Horizonte. Entre as vítimas do golpista está a namorada dele, uma mulher de 43 anos que pensava que estava se relacionando com um agente da civil.

O caso foi descoberto durante a madrugada, depois que militares do 16º Batalhão foram informados de que um homem utilizava documentos públicos falsos para enganar várias pessoas. Os policiais, então, foram até a residência do suspeito, na rua Pássaro Lira, e, lá, viram duas mulheres e um homem olhando um Hyundai I30.

O trio foi abordado e uma das mulheres teria dito para o namorado contar aos PMs que era policial civil. O homem tentou ludibriar os militares e mudar de assunto. Ele foi com dois PMs até o interior da casa para buscar os documentos dele, enquanto outros dois militares permaneceram do lado de fora com as mulheres.

Falsidade ideológica

Aos policiais, a namorada do suspeito contou que o parceiro era psicólogo da Polícia Civil. Contudo, aos outros dois PMs, o homem disse que nunca havia dito para a mulher que era agente de segurança. Mas na residência dele, os policiais encontram um certificado de pós-graduação de psicologia com especialização em direito humanos, jurídica e políticas públicas.

Posteriormente, os PMs também acharam outros dois documentos falsos, ambos com nome de outra pessoa, mas com a foto do suspeito. As falsas carteiras funcionais informavam que o homem tinha doutorado em psicologia, autorização para ter porte de arma e, também, para pilotar aeronaves.

Ainda na casa do suspeito, os policias apreenderam uma camisa da Polícia Civil, uma pistola Taurus, três celulares, dinheiro e material para bloquear sinal de tornozeleira eletrônica. Consta no Boletim de Ocorrência, também, que o estelionatário estava recebendo diversas mensagens no WhastApp de mulheres. Elas estavam cobrando valores que haviam repassado para o homem para intermediar vagas de emprego.

O suspeito e o material apreendido foram encaminhados para a Central de Flagrantes (Ceflan), onde a ocorrência foi registrada.