Universitários que buscam um diferencial no currículo não podem deixar de lado o voluntariado. Em Minas, o projeto Rondon dá a oportunidade para que estudantes coloquem em prática o que aprendem em sala de aula e, de quebra, eles ainda podem ajudar ao próximo. As inscrições gratuitas, para as atividades em julho deste ano, estão abertas até 21 de abril.

As ações serão desenvolvidas em Januária, Juvenília, Riachinho, São Francisco e Buritizeiro, todas cidades nas regiões do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. Os participantes ficarão nos municípios durante 15 dias. “Os protagonistas são os universitários. Eles colocam o conhecimento científico à disposição de comunidades que precisam dessa ajuda”, enfatiza Mônica Abranches, presidente do Instituto Rondon Minas.

Como exemplo, Mônica cita o projeto desenvolvido por estudantes de engenharia e de arquitetura para amenizar o problema da seca em uma localidade já visitada pelas equipes da iniciativa. “Foi montada uma solução para a captação de água, e os próprios moradores instalaram o dispositivo nas casas”, conta. “O governo não vai a todos os lugares, mas os voluntários ajudam a dar conta dessa demanda”.

Coordenadora dos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda das Faculdades Promove, Flávia Costa Souza reforça que, além de contribuir para a formação pessoal, o voluntariado agrega ao currículo do aluno. “Muitas empresas enxergam essa atitude como a de alguém que consegue trabalhar em grupo, que se importa com o outro”, diz.

Na última segunda-feira, Mônica Abranches apresentou a iniciativa aos estudantes das graduações de comunicação do Promove. A ideia é que em cada viagem se tenha um voluntário para documentar o trabalho realizado. “O projeto tem dupla função. Ao mesmo tempo que as pessoas em formação acadêmica conseguem aprender muito da realidade – como, por exemplo, são as políticas públicas na prática –, uma comunidade inteira é beneficiada”, completa a presidente do Instituto Rondon Minas.

Alternativas

Segundo ela, os universitários que querem participar do Rondon Minas podem optar tanto pelas viagens a cidades do interior de Minas como pelas ações locais, realizadas aos fins de semana em Belo Horizonte. É possível, ainda, escolher as duas alternativas simultaneamente.
O cadastro está aberto a pessoas matriculadas em cursos de graduação, pós e tecnólogos. Estudantes são selecionados como extensionistas. 
Há também possibilidade de profissionais com ensino superior completo se inscreverem. Nesses casos, eles são inscritos na iniciativa como coordenadores.

Belo Horizonte

Neste ano, as atividades na metrópole contemplam a zona Norte. Mônica Abranches explica que cerca de 200 estudantes irão fazer o diagnóstico em bairros da região.  “Vão visitar as casas, definir ações com associações comunitárias. O trabalho é em parceria com a regional e com os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social)”, afirma.