Seis moradores da Grande BH são alvos da Operação Luz na Infância, deflagrada nesta quinta-feira (28) em Minas Gerais e em todos os outros estados do Brasil, além do Distrito Federal. Os investigados são suspeitos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Essa é a quarta fase da operação.

Em Minas, desde as primeiras horas da manhã, equipes da Polícia Civil cumprem mandados de prisão e apreensão expedidos pela Justiça. Por aqui, a ação é coordenada pelo delegado Guilherme Santos. O resultado da operação no Estado deve ser repassado pela corporação nas próximas horas.

Investigação

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no país, estão cumpridos 266 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados aos crimes de exploração sexual. Em vários locais, são efetuadas prisões em flagrante pelo armazenamento de conteúdo ilícito. Mais de 1.500 policiais foram mobilizados.

Os alvos foram identificados pela equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas, com base em informações coletadas em ambiente digital.

“O conteúdo com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva foi repassado às polícias civis – em especial, delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes informáticos. Por sua vez, as delegacias instauraram inquéritos policiais e solicitaram ao Poder Judiciário a expedição dos mandados de busca e apreensão”, informou o Ministério da Justiça.

Estados Unidos colaboram com operação

A ação é decorrente de cooperação mútua entre a diretoria de Inteligência e a diretoria de Operações, ambas vinculadas à secretaria. Houve também colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega, em Brasília, que ofereceu cursos e capacitações que subsidiaram as quatro fases da operação.

Punição

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão, de três a seis anos de prisão por compartilhar, e de quatro a oito anos de prisão por produzir conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

*Com Agência Brasil

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