As buscas pelos desaparecidos após o rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entraram nesta quinta-feira (7) no 14º dia. A chuva fina e o tempo nublado na cidade limitam sobrevoos do Corpo de Bombeiros na área afetada pela lama, mas as operações prosseguem normalmente.

A corporação informou que 429 pessoas, distribuídas em 38 equipes, estão empenhadas na operação. Os militares deslocam em viaturas terrestres em buscas das pessoas que estão sumidas. Os bombeiros já afirmaram anteriormente que as chances de localizar vivos são remotas.

Conforme o último levantamento da Defesa Civil Estadual, 182 pessoas continuam desaparecidas desde o que houve a tragédia. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas e, deste total, 134 corpos foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) da capital mineira.

Suspensão

Por causa do desastre de Brumadinho, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) cancelou a autorização de funcionamento da barragem de Laranjeiras, na Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, a maior da Vale em Minas Gerais.

A informação foi confirmada na quarta-feira (6) pela mineradora, que informou que também está impedida de operar a Mina de Jangada, já que a licença está unificada à da Mina Córrego do Feijão.

Soltura de presos

Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça decidiu pela soltura de cinco pessoas presas no dia 29 de janeiro acusadas de envolvimento na tragédia. Entre elas estavam engenheiros, geólogos e outros técnicos da Vale e da empresa que assinou laudo assegurando as condições de segurança da barragem.

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