A Academia da Polícia Civil de Belo Horizonte (Acadepol) recebe, desde sábado (26), familiares das vítimas desaparecidas após o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, 446 atendimentos foram realizados no local. O objetivo é recolher informações que ajudem a encontrar os possíveis sobreviventes e reconhecer os corpos. 

Segundo o delegado Rômulo Dias Guimarães, qualquer informação ajuda no processo de identificação. “Tatuagens, piercings, cirurgias, membros amputados, cicatrizes. Estamos registrando todas essas características para auxiliar no reconhecimento”, esclarece o delegado, que também orienta as famílias a deixarem fotos dos desaparecidos.

Até o momento, 37 mortes foram confirmadas pelo Corpo de Bombeiros. Cerca de 300 pessoas estão desaparecidas. Por causa do volume de corpos, três câmaras frigoríficas foram montadas em frente ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. O IML de Betim também trabalha para receber os corpos.

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