A mulher de 40 anos presa por matar uma grávida para roubar o bebê confessou o crime e disse que a vítima ainda estava viva quando teve a criança arrancada da barriga. Para retirar a menina do ventre da mãe, a suspeita usou uma faca de cozinha. O brutal crime aconteceu nesta semana em João Pinheiro, na região Noroeste de Minas.

A suspeita foi interrogada pelo delegado Carlos Henrique Gomes Bueno e contou detalhes do assassinato que chocou a cidade que tem 48 mil habitantes. A suspeita disse que, na segunda-feira (15), atraiu a jovem de 23 anos até um matagal às margens da BR-040.

Lá, a mulher confessou que atirou álcool no rosto da vítima e a estrangulou com um fio de metal. Na sequência, a grávida foi pendurada em uma árvore, momento em que a suspeita fez o parto clandestino. A faca usada no crime foi descartada e ainda não foi localizada pela polícia.

A Polícia Civil informou que a mulher e o marido dela, de 57 anos, foram presos preventivamente. O casal vai responder por homicídio qualificado e por dar o parto alheio como próprio. Conforme a investigação, o companheiro da suspeita também é investigado pois foi com a mulher até o hospital fingido que a criança era deles.

O bebê foi conduzido para a unidade de saúde pois foi ferido na cabeça durante o parto clandestino. A equipe médica desconfiou quando a mulher se apresentou como mãe da menina e acionou a Polícia Militar, que iniciou as buscas pela verdadeira mãe da criança. O corpo da vítima foi localizado na terça-feira (16).

Testemunhas contaram que a suspeita queria ter uma filha, mas não conseguia. Ao saber sobre a gravidez da vítima, ela então começou a planejar o crime. O homem preso por participação no assassinato contou que companheira fazia uso de remédio controlado. A vítima, por sua vez, já era mãe de um menino de um ano. 

Os dois suspeitos foram encaminhados para o sistema prisional e ficaram presos à disposição da Justiça. 

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*Com informações de Daniele Franco