O processo de limpeza da água da Lagoa da Pampulha deve ser retomado ainda nesta semana.  A confirmação foi feita pela Prefeitura de Belo Horizonte, em audiência pública na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (24).

Segundo a PBH, o contrato com Consórcio Pampulha Viva deve ser assinado até sexta-feira e serão investidos, durante 12 meses, R$ 16 milhões para melhorar a qualidade das águas da lagoa. O consórcio é o mesmo que realizou o tratamento da água da Pampulha entre março de 2016 a março de 2018.

A prefeitura informou que serão aplicados remediadores na lagoa com o objetivo de degradar o excesso de matéria orgânica, reduzir a presença de coliformes fecais, além do controle da floração de algas; mesmo tratamento já feito nos últimos dois anos.

Ainda de acordo com a PBH, durante este último tratamento, a qualidade da água chegou ao nível desejado, sendo categorizada como classe 3, o que significa estar apta para a prática de esportes náuticos, pesca amadora e até consumo humano. Mas após a suspensão do tratamento, a qualidade da água piorou novamente, ainda que não tenha voltado ao mesmo nível em que se encontrava antes dos uso dos remediadores.

A expectativa da PBH é que em até 6 meses após o reinício do tratamento a água volte a poder ser categorizada na classe 3.

Além desse trabalho, outras ações vêm sendo tomadas, como a redução do esgoto lançado nos córregos afluentes à Lagoa. Porém, segundo a Copasa, ainda falta a inclusão de 25 mil pessoas no sistema de esgotamento sanitário.

Vinte toneladas lixo são retirados na lagoa, segundo a prefeitura, com investimentos de R$ 3,5 milhões, com previsão de mais R$ 1,3 milhão. De setembro deste ano até 2023 serão retirados aproximadamente 460 mil m³ cúbicos de sedimentos da lagoa a um investimento previsto em R$ 34 milhões.

Causas da degradação

Os principais problemas da Lagoa da Pampulha, segundo a prefeitura, são o excesso de matéria orgânica e nutrientes na água, causados pelo esgotos sanitários e resíduos sólidos durante décadas. O assoreamento, com aporte anual de cerca de 115 mil m³ de sedimentos, resultando na redução do espelho d’água e da capacidade de amortecimento dos picos das cheias. A poluição flutuante por resíduos sólidos urbanos lançados na lagoa e em seus afluentes e ainda, as deficiências no sistema de esgotamento sanitário da bacia, seja porque existem áreas não atendidas, seja pela não adesão em áreas atendidas pelo sistema de esgotamento sanitário.

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