Em parceria com Corpo de Bombeiros e o Samu de Belo Horizonte, a Faculdade de Medicina, Escola de Enfermagem e Hospital das Clínicas da UFMG realizaram, na manhã desta segunda-feira (17), no estacionamento do campus Saúde da universidade, no bairro Santa Efigênia, mais uma simulação de acidente de trânsito. Nesta segunda edição do treinamento, o tema foi “Educação, Gestão e Ação”. A dramatização faz parte da Semana Nacional do Trânsito e busca evidenciar a importância da prevenção de acidentes no trânsito.

Alunos, funcionários e demais pessoas que transitavam pelo campus puderam acompanhar o socorro a duas vítimas de um acidente simulado. Na ocorrência, o motorista do carro procurava vaga, mas, com a atenção voltada ao celular, não percebeu o ciclista. Após chocar com a bicicleta, ele se assustou e pisou no acelerador por engano, batendo, em seguida, em uma árvore.

De acordo com a professora do curso de Gestão de Serviços de Saúde da UFMG e coordenadora da ação, Karla Rona da Silva, a simulação foi realizada baseada no tema da Semana Nacional do trânsito: “Nós somos o trânsito”. Para ela, a situação apresentada serve para conscientizar as pessoas para construir um trânsito mais seguro. “A atenção no trânsito deve ser constante. Assim, mais do que falar do atendimento, temos que falar da prevenção, para evitar que esses agravos não aconteçam”, ressaltou Karla Rona da Silva.

Para a estudante do curso de Enfermagem da UFMG, Gisele Geraldo da Silva, a simulação chamou a atenção por parecer real com a chegada dos carros com sirenes ligadas, maquiagem profissional de feridas e outros traumas, além da atuação dos personagens, incluindo uma suposta parente da vítima. “As pessoas pensam que não pode ocorrer dentro da Faculdade, mas estamos aqui no estacionamento. O impacto nos faz refletir e atentar para essas questões, como não usar o celular ao volante dentro ou fora do campus”, disse.

O auxiliar de serviços gerais do campus Saúde da UFMG, Rogério Vicente, também ficou impressionado com a semelhança de uma ocorrência real. “Achei a simulação muito interessante. Fui impactado e isso chama a atenção para as pessoas não usarem celular enquanto dirigem. É importante ver isso até para poder passar para outras pessoas. Foi muito interessante ter uma vítima como se fosse real e ainda poder ver como é feito o atendimento”, contou.

Atendimento simulado e o alerta da prevenção

As equipes de profissionais do Corpo de Bombeiros e do Samu realizaram atendimentos simultâneos às duas vítimas: o ciclista caído ao chão com traumas expostos e o motorista preso as ferragens do carro. Todo o processo foi narrado, apresentando o passo a passo de como o socorro é feito e os materiais utilizados.

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Pedro Aihara, os serviços atuam de forma integrada para que, em cada ocorrência, possam ser verificados quais são os recursos necessários para a situação. “Procuramos empregar de forma inteligente os recursos, para garantir que a população seja atendida mais rapidamente e de forma mais eficaz”.

A enfermeira e integrante da gerência do Samu, Ocirema Teixeira, comentou a importância de ter uma equipe especializada no atendimento, que seja capaz de desobstruir a via aérea e controlar a hemorragia, por exemplo. “Essa é chamada de vítima da hora de ouro, aquela primeira hora após o trauma em que o paciente precisa de uma unidade de suporte avançado com uma equipe e material especializados para poder garantir a sobrevivência do socorrido. Então em ocorrências como essa, é necessário ligar imediatamente para o Samu”, alertou.

“Atualmente o Samu atende em torno de 50 mil chamados por mês em que 140, em média, são atendimentos na rua e 40% desses são vítimas de traumas. Por isso é importante que as pessoas sejam mais conscientes no trânsito, tendo mais atenção, mais tolerância, mais empatia e ter maior atenção ao seu redor”, destacou a enfermeira.

No período da tarde, foi montado um circuito educativo para receber alunos de escolas públicas e outros transeuntes do campus para continuar a conscientização sobre o trânsito, ensinar técnicas simples de reanimação cardíaca, possíveis técnicas de imobilização e o que fazer em caso de óbito.

Uma ação de extensão

Como a 2ª Simulação do Campus Saúde da UFMG é uma ação de extensão, a coordenadora da ação lembrou que essa também foi uma oportunidade aos alunos para ter a experiência de planejar, organizar e participar do evento. “Unimos os alunos do curso de Gestão em Serviço de Saúde na questão do planejamento, os alunos de Enfermagem no atendimento inicial e os profissionais do Hospital das Clínicas da UFMG que são nossa retaguarda para uma potencial vítima real”, pontuou Karla Rona da Silva.

O evento também contou com a parceria da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti); Metropax; Faculdade de Medicina da UFMG; Hospital das Clínicas da UFMG; BHTrans, Arterial Urgência e Emergência; Copiadora e Gráfica Rápida HPC; Varela peças usadas e novas e S.O.S Medrado.

Simulado do Trauma

No início deste mês de setembro, a Faculdade de Ciências Médias da UFMG realizou no Parque Municipal Renné Geanneti, no Centro de Belo Horizonte, mais uma edição do Simulado do Trauma, para preparar tanto os acadêmicos, quanto os profissionais, para a realização correta dos procedimentos essenciais para atender ao protocolo de socorro em desastres, envolvendo múltiplas vítimas.

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG

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