A Prefeitura de Belo Horizonte quer assumir a direção administrativa e financeira da maternidade do Hospital Sofia Feldman, na região Norte da capital. A proposta foi feita para pôr fim a crise enfrentada pela maior maternidade do país em número de partos. Por mês, o déficit do hospital é de R$ 1,5 milhão e a unidade corre o risco de fechar até 40 leitos.

Para garantir o funcionamento pleno da maternidade, que faz 100% dos atendimentos pelo SUS, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) e os secretários Jackson Machado (Saúde) e Fuad Noman (Fazenda) reuniram-se, na noite desta segunda-feira (19), com representantes da maternidade para apresentar a proposta de transferência. A intenção do Executivo é fazer a mudança já no princípio do próximo mês.

A PBH declarou reconhecer a importância do Sofia Feldman para a cidade e, por isso, quer assumir a gestão do espaço e evitar o fechamento dos leitos. " (...) temos lidado, a cada dois, três meses, com o pedido de socorro que o hospital nos faz. Então essa reunião foi para ofertar à maternidade uma proposta que vai resolver, de uma vez por todas, um problema que já vem se prolongando por tempo demais", afirmou Jackson Machado.

A proposta de Kalil foi bem-aceita pelo diretor técnico-administrativo da unidade, Ivo Lopes. Contudo, a mudança só pode ser realizada após a aprovação por parte do colegiado. A reunião que irá tratar do assunto já tem data: 27 de fevereiro. "O mais importante é que vamos continuar mantendo o atendimento à população", reforçou o médico.

Comando

Em novembro do ano passado, a PBH já assumiu a responsabilidade pelo banco de leite do hospital. Com a parceria, o leite colhido no banco agora também é repassado as unidades neonatal dos hospitais Odilon Behrens e Risoleta Neves. 

O Hospital Sofia Feldman atende mais de 400 mil pessoas de Belo Horizonte e região metropolitana. Ele possui 185 leitos, sendo 87 obstétricos, 41 em Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI), 45 em Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCI) e 12 de outras clínicas.