Está aberta a temporada de programas de trainee no país. Direcionado a jovens recém-formados com perfis profissional e acadêmico de excelência, é uma boa alternativa para quem sai da universidade em busca de oportunidade de trabalho. Empresas de grande porte são as principais empregadoras e oferecem salários competitivos, benefícios e treinamento que dá a chance de efetivação já em cargos executivos. 

Recém-formado em relações econômicas internacionais na UFMG, Gustavo Caetano, de 23 anos, conhece bem a estatística. A vontade de participar de programas de trainee veio ao longo da graduação e a preparação começou ainda como estudante. 

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O rapaz fez estágio, intercâmbio no Chile e aprimorou o estudo de línguas. Ainda não está satisfeito. “A concorrência assusta e, por isso, a minha preparação não está restrita ao conteúdo que adquiri na faculdade, mas também em desenvolver uma plataforma comunicativa convincente”. Para isso, Gustavo faz aulas de coaching e sessões de fonoaudiologia. 

Seleção

Com experiência de 15 anos no recrutamento de trainees, o grupo Selpe BH é responsável pelos processos de grandes empresas como MRV, Magnesita e Lojas Rede. O diretor Robson Fonseca Barbosa diz que é comum o candidato ser reprovado não por falta de conteúdo, mas pela postura nas etapas de seleção.

“Claro que buscamos quem tem perfil para obtenção de resultados, bom relacionamento interpessoal, com capacidade de inovação e soluções criativas. Mas não dá para negligenciar coisas que, à primeira vista, parecem simples, mas são importantes como a pontualidade, a simpatia nas dinâmicas de grupo e a demonstração de compromisso”, diz. 

O cuidado deve vir ainda na seleção da vaga e na preparação do currículo. É preciso verificar se o curso de formação está na lista das graduações que a empresa procura. 

Como é muito comum que elas recebam milhares de currículos, quem almeja um cargo também precisa desenvolver o documento de forma clara e coesa, adaptado para o perfil da instituição pretendida. Destacar conquistas acadêmicas, falar outras línguas e experiência profissional são boas pedidas.

Filão

A dificuldade dos candidatos em se adequar ao mercado virou oportunidade de negócio para o engenheiro mecatrônico Sérgio Ribs, formado na Universidade Federal de São João del-Rei.

A partir do projeto Universitário Ativo, criado por ele nas redes sociais para dar dicas de aprimoramento nos estudos e em processos de seleção, Sérgio percebeu que recém-formados tinham dificuldade em conseguir uma colocação. “A universidade dá conhecimento teórico, mas, principalmente nas federais, não há muita preparação para enfrentar o mercado. Havia muitas pessoas boas desempregadas por não saber fazer um currículo, por exemplo”.

Foi aí que ele lançou o Estagiárea, focado na preparação para processos de estágio e trainees. O resultado do trabalho feito ao longo de 2015 , somado a e-books e consultoria de psicólogos, deu origem a um cursinho disponível hoje na internet.

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