Belo Horizonte já tem oficialmente o Museu do Sexo Hilda Furacão. A iniciativa, que conta com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, abriu com a mostra “Atentado ao Pudor-Topless”, que teve a curadoria de Maria Eugênia Cordero e Santiago Rueda. A exposição retrata a forma de vestir de uma mulher e quer chamar a atenção para questões de gênero e sexualidade. Outra mostra é a “Gozemos”, com fotos e vídeos de artistas convidados, que vai estar nas casas da zona boêmia da capital.
 
Segundo o coordenador do Museu do Sexo, Framcilins, a ideia é fazer a integração dos diversos extratos sociais da cidade com esse universo da capital mineira. “Mas a principal questão é trazer uma reflexão sobre a sexualidade humana e seus potenciais”, diz. Para ele, a importância é resgatar a história de Hilda Furacão e de todas as pessoas envolvidas com a questão da sexualidade.
 
O professor de Belas Artes da UFMG, Adolfo Cifuentes, 55 anos, visitou a exposição e achou muito importante, pois retrata a questão da sexualidade para a sociedade. “O sexo é um elemento central na vida das pessoas que, muitas vezes, não tem facilidade em lidar com o assunto”, afirmou o professor universitário. Logo após a inauguração, um cortejo percorreu vários pontos do hotéis da zona boêmia de Belo Horizonte, passando pelo Iphan, Funarte e Casa do Conde, dentre outros locais.
 
Hoje, a exposição encerra com a mostra “Toplessaço”no terraço do Hotel Montanhês, no centro de Belo Horizonte. O Museu do Sexo fica no Uai Shopping, na rua Saturnino de Brito, 17, no centro.