A jovem Débora Maranhês de Araújo Vaz, de 15 anos, confessou em depoimento a Polícia Civil na tarde desta terça-feira (23) que desaparecimento dela foi voluntário. A jovem, no entanto, se negou a revelar o que teria motivado a fuga.

Ainda no depoimento, Débora contou que conheceu uma mulher chamada Rosa na Praça da Liberdade e teria passado a noite de sábado com ela. Na manhã de domingo (21), a mulher teria deixado a adolescente na rodoviária e lá, aleatoriamente, a jovem escolheu ir para João Monlevade, na região Central do Estado.

A adolescente foi localizada na segunda (22) depois de pedir ajuda a um casal em Monlevade. Desde os primeiros relatos, segundo o delegado responsável pelo caso, Hudson Sales, a jovem teria entrado em contradição. "Ele não conseguiu a mesma versão nem para a polícia, nem para os pais ou para o casal que a acolheu".

Também nesta terça, os pais da garota foram ouvidos pelo chefe da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, Osaldo Wiermann, e afirmaram que a filha faz uso de medicamento antidepressivo.

Segundo os delegados, as investigações continuarão a ser feitas. "Precisamos saber porque ela fugiu e se há necessidade dessa jovem ser protegida por Lei". Durante o depoimento a jovem não apresentou marcas de ferimento.

Entenda

Débora desapareceu no sábado (20) depois de sair de casa em BH para ir ao cinema. Já em João Monlevade, a menor teria pedido ajuda na residência de um morador local por volta de 4 horas de segunda-feira (22).

A Polícia Militar (PM) compareceu ao local e, na ocasião, foi informada pela própria adolescente que ela teria sido sequestrada na Praça da Liberdade na capital mineira no sábado à noite.