Os pais se separaram quando ela tinha 10 meses de idade e desde então, ela foi criada apenas pela mãe. Há um pouco mais de uma semana para o Dia dos Pais, a jovem Josimárcia Oliveira Silva, agora com 26 anos, enfrentou mentiras e percorreu 700 quilômetros para tentar ver aquele que ela nem mesmo sabia que rosto tinha. Saiu de Contagem, na Grande BH e chegou a Almenara, no Norte do Estado, a procura do detento Márcio Silva Ribeiro, 55, seu pai.

Um pedido de visita fora dos horários convencionais do estabelecimento prisional chegou às mãos da assistente social Lara Ferreira Santos, que recebeu a moça para ouvir a história dela, já anunciada pelos agentes penitenciários como "comovente".

Problemas de relacionamento decorrentes do alcoolismo do marido levaram a mãe de Josimárcia a se separar. Depois do divórcio, a mulher mudou-se para Belo Horizonte com as duas filhas, que cresceram sem contato com os parentes paternos. Na adolescência a garota recebeu a notícia de que o pai havia falecido. Mas ela não acreditou na informação e procurou a família de Márcio.

Dentre tantas tentativas em descobrir o paradeiro de seu genitor, soube por um primo que Márcio estava preso em Sete Lagoas. Quando se preparava para tentar visitar o pai, Josimárcia perdeu o marido, baleado durante um assalto. Grávida, com muitos problemas para resolver ela adiou a busca pelo pai. Somente anos depois pôde viajar a Almenara, para onde o pai havia sido transferido.

O encontro

O momento foi descrito com um abraço longo e apertado, lágrimas e risos. “Isto pra mim significa o recomeço. Não há mágoa por tudo o que aconteceu. Sempre sonhei em ver o meu pai. Não tinha foto, não tinha nada dele”, disse Josimárcia.

Márcio conta que nunca se esqueceu das filhas e que chegou a procurá-las, sem sucesso, em Belo Horizonte. No encontro com Josimárcia, descobriu que já tinha quatro netos, d