Mais de 13 mil pacientes devem ficar sem atendimento de urgência e emergência com o fechamento do Pronto-Atendimento do Hospital Infantil João Paulo II. A previsão é a de que a unidade interrompa o serviço no dia 1º de agosto. 
 
A medida foi tomada, de acordo com a administração da unidade hospitalar, devido a falta de médicos para a realização do atendimento. Atualmente, o hospital possui 90 médicos para a realização de todos os atendimentos, quando o necessário é 150 profissionais. A unidade de saúde garante que os internos e assistência a pacientes domiciliares serão preservados. 
 
Os servidores pedem realização de concurso público e melhorias nas instalações hospitalares. “Precisamos de condições de trabalho e segurança. Há dias que fechamos as portas por falta de médicos”, explicou a diretora clínica da unidade, Rosiléa Alves. 
 
Em nota, a Fhemig informou que o Hospital Infantil João Paulo II tem uma taxa de ocupação de quase 100% de seus 157 leitos, 24 horas por dia. E reconhece a falta de médicos nos últimos sete anos com a aposentadorias e exonerações. 
 
A presidência da Fhemig e a diretoria do JIJPII reafirmam que manterão plenamente o atendimento de pacientes graves e com doenças complexas e raras de responsabilidade quase exclusiva do HIJPII para Belo Horizonte e Minas Gerais e que serão envidados todos os esforços para, em conjunto com os gestores municipal e estadual, manter simultaneamente aberta a porta da procura direta para casos de menor gravidade
 
Servidores e pacientes do hospital irão fazer um manifesto na porta da unidade na manhã desta quarta-feira (08).