GOVERNADOR VALADARES – A decisão do governo federal de duplicar o trecho mineiro da BR-116 vem com atraso de no mínimo 12 anos. Em 2000, 6 mil veículos passavam, por dia, pela estrada, entre Governador Valadares e Teófilo Otoni, no Leste de Minas. O número é considerado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) o “limite” para rodovias de pista simples.

Acima dele, a recomendação é executar obras para aumentar a capacidade de tráfego. Mas, mesmo sem as intervenções, 12 mil carros, caminhões e ônibus rodam pelo asfalto estreito nos 140 quilômetros entre os dois municípios, a cada 24 horas.

“Tecnicamente, uma rodovia, para ser duplicada, deve ter fluxo diário superior a 6 mil veículos. Atualmente, esse trecho da BR-116 está com o dobro”, diz o chefe do escritório regional do Dnit em Teófilo Otoni, José Carlos Maia.

Pontes estreitas

Segundo ele, o principal gargalo na rota está em dez pontes que precisam ser alargadas. Para agravar a situação, 60% dos veículos que circulam por ali são pesados, responsáveis pelo transporte de cargas entre o Nordeste e o Sul do país.

A BR-116 foi inaugurada no início da década de 1950. Na época, recebia mil veículos por dia. Arte Minas Estradas

Estudo

Em 1978, o governo federal chegou a fazer um estudo para duplicação de toda a rodovia, que tem 4.300 quilômetros. As obras, porém, não aconteceram por falta de recursos.

O trecho da BR-116 em território mineiro tem 816,7 quilômetros e vai de Além Paraíba, na divisa com o Rio de Janeiro, a Divisa Alegre, na fronteira com a Bahia. Essa é a única parte da rodovia que será entregue à iniciativa privada para exploração, conforme anúncio da presidente Dilma Rousseff, na semana passada.

De acordo com o Ministério dos Transportes, as audiências para as obras começaram no último dia 7 e vão acontecer até o mês que vem. A licitação está prevista para dezembro e o início das obras deve sair entre maio a agosto do ano que vem.

A empresa que ganhar a concessão terá cinco anos para concluir a duplicação.

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