O suspeito de ter assassinado a jovem encontrada morta em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, nessa segunda-feira (19) foi identificado pela polícia.
 
A vítima, Kesia Freitas Cardoso, de 26 anos, era garota de programa e teria sido morta com uma facada no pescoço e uma na cabeça. A mulher foi vista viva pela última vez na tarde de sexta-feira (16), quando saía do hotel onde estava hospedada para encontrar um cliente – o suposto autor do homicídio.
 
De acordo com o delegado Matheus dos Reis Ponsancini, da Delegacia de Homicídios de Uberlândia, o corpo foi achado dentro de uma lata de lixo de uma oficina. Conforme o delegado, o suspeito foi identificado pela Polícia Militar (PM) e se trata de um funcionário da empresa a qual pertence a lata de lixo. A lata, que, na verdade, é um tambor metálico, foi retirada da empresa e jogada distante do seu local original, no distrito Industrial da cidade, junto com o corpo da mulher.
 
Segundo Ponsancini, o advogado do suspeito entrou em contato com a Polícia Civil (PC), mas não confirmou que o seu cliente irá se apresentar. "O homem não foi intimado porque ainda não podemos afirmar que ele matou a jovem, já que não há provas suficientes para isso", destacou o delegado. Dois colegas de trabalho do suspeito foram conduzidos pela PM à delegacia para prestar esclarecimentos, mas foram liberados. 
 
O delegado informou que o corpo de Kesia foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML) e um exame de necropsia irá apontar a causa da morte. Ele disse ainda que testemunhas e familiares de Kesia foram para Uberlândia para dar depoimento. 
 
Entenda o caso
 
O corpo de Kesia Freitas Cardoso foi encontrado na segunda-feira (19), dentro de uma lata de lixo, no distrito Industrial de Uberlândia, em avançado estado de decomposição. Segundo a PM, a jovem estava sem as roupas íntimas e enrolada apenas com um lençol. Ela apresentava um corte no pescoço e outro na cabeça, possivelmente, resultantes de facadas. 
 
Junto ao corpo, foi encontrada uma bolsa, na qual foi localizado um papel de comprovante de depósito no nome de Kesia. Os militares, porém, não informaram se o depósito teria sido feito pelo suposto cliente e autor do homicídio.
 
A jovem estava desaparecida desde a sexta-feira (16) e é natural de Palmas (TO). Ela estava de passagem pela cidade mineira na companhia de duas amigas, que afirmaram à PM que também são garotas de programa. Essas amigas registraram um boletim de ocorrência no sábado (17) para informar sobre o desaparecimento de Kesia.
 
De acordo com as mulheres, a vítima marcou um encontro por volta das 14h de sexta-feira com um cliente. Momentos antes do encontro, o homem teria ligado para Kesia. Elas recordaram que o número de telefone era de uma oficina, o que originou as suspeitas sobre a autoria do crime.
 
A PM informou que descobriu que a oficina em questão está localizada no bairro Nossa Senhora das Graças. Os militares foram até a empresa e conversaram com o proprietário, que disse que havia chegado de viagem na sexta-feira e, por isso, não sabia se o suposto autor havia saído com Kesia. O homem, contudo, confirmou que a lata de lixo na qual a vítima foi encontrada é da oficina. Objetos como uma vasilha azul usada para colocar comida para cães e um sifão, que estavam dentro do tambor, também foram reconhecidos pelo dono da oficina.
 
O proprietário da oficina disse que, na sua ausência, a empresa ficou aos cuidados de dois funcionários. A PM pediu que os funcionários se apresentassem, mas apenas um foi até o batalhão. Por esse motivo, o empregado que não apareceu foi considerado suspeito do assassinato pelos militares.
 
 
* Matéria atualizada em 09/02/2015.