Redutores de velocidade continuam com defeito no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Nessa terça-feira (4), a reportagem do Hoje em Dia percorreu os 26 quilômetros da via e constatou que de 15 equipamentos, cinco não estavam funcionando, aumentando o risco de acidentes em toda a sua extensão.

Na segunda-feira, o major Cássio Soares, comandante da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) informou que alguns aparelhos apresentaram defeito no Anel Rodoviário depois que foi feito o recapeamento de parte da via, mas que no trecho sob a responsabilidRedade da Via 040 já houve a manutenção.

O Anel Rodoviário tem sido palco de constantes acidentes graves. De janeiro a setembro deste ano já ocorreram 2.065 colisões, com 26 mortos e 788 feridos, o que representa uma média de 7,56 acidentes por dia.“Sem o controle da velocidade em pontos determinados da via, o usuário fica mais exposto aos riscos”, enfatizou Guilherme de Castro Leiva, coordenador do curso de Engenharia de Transportes do Cefet-MG.

No sentido Brasília, onde há trechos com descidas acentuadas, existem dez equipamentos. Desses, três estão apenas com as luzes amarelas piscando. Já rumo ao Rio de Janeiro, são outros cinco redutores, mas dois também não funcionam.

Guilherme Leiva lembra que os riscos de acidentes na via são ainda maiores nos longos trechos em declive, próximos às saídas e entradas de bairros e onde há estreitamento da pista. Nesses locais, segundo ele, os redutores de velocidade devem funcionar perfeitamente. “Se você reduz a velocidade na via principal, o risco de uma tragédia é ainda maior”, disse.

Assim como na segunda-feira, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) não se manifestou sobre os aparelhos com defeitos.

Na via trafegam 150 mil carros por dia

O Anel Rodoviário é formados pelas BRs 040, 262 e 381. Pela via trafegam, diariamente, cerca de 150 mil veículos, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

“O Anel deve ser usado para trânsito local, de via urbana. É necessário criar alternativas para o trânsito mais pesado e de passagem, como a construção do Rodoanel”, avalia Guilherme de Castro Leiva, coordenador do curso de Engenharia de Transportes do Cefet-MG.