A transformação das cidades e a reorganização do espaço urbano visando uma melhor mobilidade foi o tema da última fala da mesa que encerrou o seminário Meio Ambiente e Cidadania - Equações para o caos da mobilidade urbana. José Abílio Ribas, arquiteto do Crea-MG.

Ribas falou sobre a importância do Desenvolvimento sustentável, que é sustentado por um tripé: econômico, social e ambiental. Este tripé demandaria uma gestão participativa e, portanto, cultural. Para exemplificar essa questão, três cidades foram usadas como exemplo: Curitiba, Medellín e Goiânia. As três conseguiram moldar seus sistemas utilizando uma estrutura de rede, descentralizada, em contraponto à hierarquia verticalizada que se sobrepõe em grande parte das estruturas administrativas.

"A cidade é para ser construída pelo poder público e sobretudo pelo cidadão", diz Ribas, que defende um maior diálogo entre o público, o técnico e as pessoas.

Dessa forma, é possível desenvolver a cidade sustentavelmente e com isso ter uma sistema móvel mais eficiente e mais inclusivo, pensando-se uma cidade mais inclusiva como um todo. "Precisamos tomar medidas não com base no que está acontecendo hoje, mas sim prever os problemas futuros. A mobilidade é muito mais do que tirar as pessoas daqui e levá-las para lá", concluiu.  

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