A boa culinária de Minas promete deixar este fim de semana ainda mais saboroso em Belo Horizonte e na região Central do Estado. Para os “botequeiros”, a saideira do Comida di Buteco promete trazer samba de raiz, cerveja gelada e muito tira-gosto. Em Congonhas, o gostinho da “merenda” da vovó promete esquentar os turistas.

A tradicional despedida do Comida Di Buteco, que neste ano completa 15 anos, reuni os 45 estabelecimentos participantes do concurso em um único local. Com um espaço de 31 mil metros quadrados, a organização do evento montou uma “cidade dos botecos” com expectativa de publico de 10 mil pessoas. “No Largo da Saideira o público terá 250 ambientes diferentes, dois palcos e uma variado cardápio que movimentou a capital por durante 31 dias”, explicou a gestora do concurso Flávia Rocha.

Neste ano, os participantes usaram o que tinham de melhor na hora de atrair a clientela no quesito petisco. “A ausência de um ingrediente específico serviu para que casa participante desse o seu melhor na hora de preparar as iguarias. Isso possibilitou que cada boteco pudesse deixar sua marca e assim prevalecer o seu diferencial em cada prato”, salientou a gestora. Além da variedade de temperos e sabores, a animação da noite ficará por conta do cantor Zeca Pagodinho.

A quitanda da roça, ganha um sabor especial no 14º Festival de Congonhas, na região Central do Estado. O evento, que homenageia o bicentenário de morte de Aleijadinho, irão oferecer guloseimas tradicionais da região. “ A ideia é trazer os sabores dos quintais de Congonhas e que ao mesmo tempo resgata a história de famílias, gerações e, claro, da cidade”, explicou a secretaria municipal de Cultura Miriam Palhares.

As guloseimas estarão dispostas em 47 standes que terão quitandeiras de Congonhas e pelo menos outras sete cidades da região. Para homenagear o bicentenário de Aleijadinho, as receitas serão originais da época do mestre do barroco italiano.

O ofício das quitandeiras de Congonhas busca ser reconhecido como patrimônio imaterial. Com ingredientes presentes no quintal de casa e que priorizam iguarias primordialmente naturais, o município entrou com pedido junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) para que o ofício das quitandeiras seja reconhecida como patrimônio imaterial.

A produção artesanal do tradicional cubu ( bolo de fubá enrolado em folha de bananeira) é uma das guloseimas mais procuradas no festival em Congonhas, na região Central do Estado. A iguaria faz parte da infância de muitas quitandeiras da região. “Esse bolo é da época dos escravos e tinha na casa de todo mundo que não tinha muita dinheiro”, relembra a quitandeira Ângela Bento, de 53 anos.

A iguaria, que atualmente compõe todas as mesas, preserva a tradição de utilizar ingredientes presentes no quintal das casas. “Do milho até a folha de bananeira é tirado de casa mesmo. Assim mantemos os sabores e a originalidade da receita”, disse Ângela.

Peça:
Comida Di Boteco
Data: Sábado (17)
Horário: A partir das 12h
Largo da Saideira: avenida Cristiano Machado, 3.450, União
Ingresso: R$ 140 (inteira)
Shows: Zeca Pagodinho e Monobloco
Para oferecer conforto ao público, duas linhas de taxi-lotação serão ativadas, uma saindo da Savassi e a outra, da avenida Amazonas.

14º Festival da Quitanda de Congonhas
Data: Sábado (17)
Espaço da Romaria em frente a basílica do Senhor Bom Jesus de Matozinhos
Horário: 20h
Evento: Noite de caldos e as mais variadas cachaças da região Central
Shows: Yassir Chediak e a musa dos caminhoneiros Roberta Miranda.
Entrada franca

Data: Domingo (18)
Espaço da Romaria em frente a basílica do Senhor Bom Jesus de Matozinhos
Horário: A partir das 09h
Evento: Tradicional barraquinhas com as quitandas de Congonhas
Entrada franca