O homem acusado de matar a namorada médica em Contagem, na Grande BH, teve recurso negado e continua preso. A sentença de pronúncia e a prisão preventiva do ex-estudante de Direito Welington Rodrigues Tavares foram mantidas pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nessa terça-feira (11). Ele é acusado de ter esfaqueado Cristiani Moreira e ainda de ter tentado matar o filho dela, com 12 anos na época do crime, que ocorreu no dia 21 de outubro de 2012.
 
Segundo os autos, Tavares brigou com a companheira por não se conformar com a decisão dela de dar fim ao relacionamento. Durante o desentendimento, ele encurralou a vítima na cozinha e a golpeou várias vezes com uma faca. Porém, o filho da vítima pegou um skate para proteger a mãe e também foi agredido, sofrendo um corte no braço e outro na cabeça.
 
O ex-estudante de Direito foi acusado pelo crime de homicídio qualificado – motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. 
 
No recurso analisado, o réu também solicitou que o crime de tentativa de homicídio supostamente praticado contra o filho da vítima fosse desqualificado para o crime de lesões corporais, uma vez que não havia intenção de matar. Entretanto, o relator Flávio Batista Leite negou.
 
“A desqualificação do tipo penal na fase de pronúncia, com o afastamento da competência do Tribunal do Júri, somente é cabível se houver prova inconteste de que o crime efetivamente cometido é diverso daquele descrito na denúncia”, avaliou. O relator manteve a prisão preventiva por entender que ela é fundamental para proteger a instrução criminal, “sobretudo porque a decisão de primeiro grau apontou a existência de indícios de que, em liberdade, o réu pode coagir a vítima G. [o menor] ou as demais testemunhas do processo”. Os desembargadores Walter Luiz de Melo e Kárin Emmerich votaram de acordo com o relator. (*Com informações do TJMG)