Quarteto que pode ter provocado um rombo de um milhão de reais com roubos a bancos, carros de luxo, cargas, tráfico de drogas e assalto a residências na região Norte de Belo Horizonte foi apresentado nesta terça-feira (14). Eles passam por interrogatórios sobre os crimes no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp). Há ainda outros suspeitos sendo investigados pela Polícia Civil. O quarteto vai responder pelos crimes de roubos, porte e posse de armas e posse de drogas. A pena máxima prevista para os crimes é de 15 anos de prisão.

Os inquéritos estão sob a responsabilidade do delegado Tiago Machado, do Deoesp. Foram apresentados nesta terça, Bruno Alves, de 30 anos, conhecido como "Bolacha", Eric Luiz Fernandes da Silva, de 28, Edeilson Rocha Peixoto, de 30, e Wellerson Teixeira de Melo, de 42, conhecido como "Lesson". Segundo o delegado, o quarteto foi preso em flagrante com a posse de veículos roubados, porte de armas, algumas delas de uso exclusivo, uso de camisas com inscrições da Polícia Civil além de formação de quadrilha e receptação.

Os policiais do Deoesp estão investigando denúncias de que os supostos assaltantes estariam usando camisas pretas, com inscrições da polícia durante assaltos contra caminhões com cargas, agências bancárias e apartamentos da Zona Norte, principalmente no bairro Castelo. Os homens acusados de envolvimento poderão ser indiciados também, se as investigações confirmarem, em crimes de falsificação de documentos públicos, lavagem de dinheiro e adulteração de sinal identificador de veículos automotores.

Os quatro supostos criminosos apresentados não quiseram apresentar suas alegações sobre as acusações. Um deles, contudo, Bruno Alves disse que só vai falar em juízo. A polícia informou que ele era o líder do grupo. Bruno tinha um mandado de prisão preventiva em aberto. Luiz Martins, o "Luizinho, está foragido e é suspeito de ser um dos integrantes do bando. O delegado disse que várias pessoas que haviam sido apontadas como participantes dos crimes foram ouvidas em cartório e conseguiram comprovar inocência, sendo liberadas.