SILVERSTONE - A solução para a crise financeira pela qual atravessam as equipes nanicas da F-1 é deixar a categoria e permitir que os times grandes coloquem três carros no grid. Esta é a ideia sugerida por Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria.

"(Os times pequenos) precisam parar. Se você não tem os recursos, você desiste. Eu estou pronto para uma F-1 com oito equipes de três carros cada uma", afirmou o dirigente inglês à "Gazzetta dello Sport", da Itália.
 
Nos últimos meses, surgiram no paddock várias propostas para reduzir os gastos das equipes da categoria. Muitos times menores têm enfrentado dificuldades para, inclusive, pagar seus funcionários.

Mas, apesar do desejo da maior parte das equipes e da série de propostas levantadas, apenas novidades superficiais foram aprovadas pelo Conselho Mundial da FIA, na semana passada. Entre elas estão a diminuição no número de testes, tanto antes quanto durante a temporada, e a realização de todos eles só na Europa.
 
Mudanças no funcionamento das equipes durante os finais de semana de corrida, como a redução no número de horas trabalhadas, também foram aprovadas. "O que é melhor? Ter uma Caterham ou uma terceira Ferrari no grid? A Ferrari poderia até achar mais patrocinadores nos EUA e colocar um piloto americano em seu carro, o que seria fantástico. O mesmo vale para os outros", afirmou Ecclestone.

"Pegue o exemplo da Caterham. Eles investiram muito dinheiro e precisam de mais, então o que eles fazem? Vão atrás de pilotos pagantes. Para que? Se eles nunca chegaram a ser competitivos", questionou o dirigente na entrevista ao diário esportivo italiano.
 
Caterham é vendida para investidores da Suíça e do Oriente Médio
 
A Caterham anunciou nesta quarta-feira que foi comprada por um consórcio de investidores da Suíça e do Oriente Médio, supervisionado por Colin Kolles, ex-dirigente de equipes como Force India e Hispania. O time, que pertencia a Tony Fernandes, continuará correndo com o nome de Caterham e manterá sua sede em Leafield, na Inglaterra, por tempo indeterminado, de acordo com o comunicado distribuído à imprensa às vésperas da nona etapa do Mundial de F-1, o GP da Inglaterra, que será disputado neste domingo, em Silverstone.

O novo grupo tomará controle das atividades da Caterham desde já. Entre as principais novidades estão as nomeações do ex-piloto holandês Christijan Albers e de Manfredi Ravetto para cuidar do dia a dia do time. Eles se reportarão diretamente ao quadro de diretores que ficará no lugar de Cyril Abiteboul, então chefe da equipe, que deixa a Caterham, mas ainda não divulgou o que fará. Seu melhor resultado nesta temporada foi o 11º lugar de Marcus Ericsson no GP de Mônaco.

"Estamos conscientes do grande desafio que temos à frente e nosso objetivo é alcançar a décima colocação no campeonato deste ano", afirmou Albers. "Estamos comprometidos com o futuro do time e vamos fazer o possível para assegurar todos os recursos para nos desenvolvermos e crescermos, e atingir tudo o que somos capazes", completou o holandês, que correu na F-1 de 2005 a 2007, na Minardi e na Spyker.