Perto dos 20 anos da morte de Ayrton Senna, Chico Rosa, assessor técnico do Autódromo de Interlagos, relembra da importância do piloto brasileiro para estabelecer o GP do Brasil em São Paulo, já que entre as décadas de 70 e 80 a corrida era revezada entre a capital paulista e o Rio de Janeiro. Desde a temporada 1990, a prova não saiu mais do circuito paulistano.
 
"Durante um tempo, entre as décadas de 1970 e o final dos anos 1980, a Fórmula 1 se revezou entre São Paulo e o Rio. Mas queríamos trazer a categoria definitivamente de volta para cá e um dos esforços do Bernie Ecclestone, à época responsável pela área comercial da F1, foi chamar o Senna para viabilizar essa obra", explica Chico.
 
Feita a análise dos projetos, decidiu-se por diminuir a extensão da pista para 4.325 metros, adequando-se às exigências e padrões da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). "E o Senna também contribuiu no trecho final da reta principal com a nova curva, que somente depois foi apelidada de ‘S do Senna’, também em referência à marca dele que estava sendo criada", lembrou Rosa.
 
Homenagem
 
Após a morte do piloto em 1994, o Kartódromo de Interlagos, localizado ao lado do circuito, foi renomeado Ayrton Senna. “Não poderia ter outro nome. Além de ser um esportista excepcional, foi um ídolo que marcou e influenciou várias gerações", conta Wilson Poit, presidente da SPTuris.