Cruzeiro e Palmeiras reeditam a partir de quarta-feira (19), quando fazem o jogo de ida entre eles pelas oitavas de final da Copa do Brasil, às 22h, na Allianz Parque, em São Paulo, o clássico interestadual de maior rivalidade no futebol brasileiro no final dos anos 90 e no início deste milênio.

Com os dois lados contando com grandes equipes, entre junho de 1996 e maio de 2001, cruzeirenses e palmeirenses fizeram sete mata-matas, com um total de 16 partidas, por quatro competições diferentes: Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Copa Mercosul e Copa Libertadores.

A história da rivalidade começou em junho de 1996, quando os dois clubes decidiram a Copa do Brasil. O favoritismo era todo palmeirense, principalmente após o empate por 1 a 1 no jogo de ida, no Mineirão, mas a festa foi cruzeirense.

“Eles achavam que por terem empatado a ida, no Mineirão, por 1 a 1, e por contarem com um time individualmente melhor, venceriam a Copa do Brasil. Ninguém acreditava no Cruzeiro. A gente foi e conquistou aquele título lá dentro. A rivalidade começou naquela final de 1996”, revela o ex-atacante Marcelo Ramos, maior artilheiro do Cruzeiro nos confrontos de mata-mata contra o Palmeiras.

Foi ele o autor do gol do título em 1996, aos 36 minutos do segundo tempo, aproveitando um rebote do goleiro Velloso. Vanderlei Luxemburgo era o treinador do Palmeiras.

As duas equipes voltaram a decidir a Copa do Brasil dois anos depois, em 1998. E o Palmeiras deu o troco, garantindo a taça aos 44 minutos do segundo tempo, com um gol de Oséas, num lance em que ele contou com uma falha do goleiro Paulo César Borges, substituto de Dida, destaque dois anos antes, mas que já estava com a Seleção Brasileira na França, para a disputa da Copa do Mundo.

Em 1998, os dois times voltaram a se enfrentar mais duas vezes. Nas quartas do Brasileirão, o Cruzeiro mais uma vez se impôs dentro do Palestra Itália. Entre o Natal e o Ano Novo, os dois times disputaram outra decisão, a da Copa Mercosul. E o Palmeiras venceu, iniciando uma série de sucessos sobre a Raposa em mata-matas.

Freguesia

Nos três anos seguintes, os dois clubes voltaram a se enfrentar em confrontos de mata-mata. Em 1999 e 2000, se encontraram nas quartas de final da Copa Mercosul. E o Palmeiras passeou.

No primeiro confronto, aplicou uma goleada histórica de 7 a 3 na ida. Em 2000, avançou às semifinais vencendo as duas partidas.

No último encontro entre os dois clubes num mata-mata, em 2001, nas quartas da Libertadores, depois de dois empates, o Palmeiras conquistou a vaga nos pênaltis, dentro do Mineirão.

O desafio dos comandados de Vanderlei Luxemburgo, agora, é mudar o rumo dessa história.