Pierre entrou em campo no Maracanã com uma faixa no braço. Bem que o símbolo do capitão da equipe, ostentado pelo volante, poderia ser preto, cor do luto. O jogador "enterrou" o irmão em Itororó-BA na quarta-feira e, horas depois, estava no Rio para atuar. A atitude do atleta, que ganhou a braçadeira pela superação, arrancou elogios fortes de Levir Culpi. Para o treinador, o cão de guarda é um exemplo motivador.

"A braçadeira do capitão tem a ver sim, com a atitude do atleta, que passou o que passou  e estava presente para jogar. São situações que me fazem continuar no futebol e acreditar no ser humano", disse o técnico.

Pierre acabou não aguentando os 90 minutos da partida e foi sacado no segundo tempo. Segundo o treinador, ele sofreu um desgaste físico natural. O irmão de Pierre faleceu na segunda-feira, depois de não resistir à ferimentos de cinco facadas sofridas por dois assassinos no interior de Bahia. Arnol Júnior tinha 51 anos.