A seleção brasileira masculina de vôlei, que buscava o bicampeonato olímpico, decepcionou e perdeu a disputa da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O time brasileiro foi superado pela Argentina em jogo equilibrado e que sou foi definido no tie-break: 3 sets a 2 (23/25, 25/20, 25/20, 17/25 e 13/15).

A derrota do time comandado pelo técnico Renan Dal Zotto fez com que a seleção brasileira ficasse de fora do pódio olímpico desde os Jogos de Sidney em 2000. O Brasil esteve presente nas quatro últimas finais olímpicas. Em Atenas-04, foi ouro, em Pequim-08 e Londres-12, a seleção masculina ficou com a medalha de prata, e no Rio-2016, o grupo brasileiro subiu ao degrau mais alto do pódio. Desde a inclusão da modalidade no rol dos esportes olímpicos – em Tóquio 1964 – o Brasil já faturou seis medalhas – três ouros e três pratas – e está na segunda colocação de conquistas entre os homens no esporte. A Rússia é a primeira colocada em conquistas com sete medalhas.

Wallace em tom de despedida

Na disputa pelo bronze, o oposto Wallace foi o maior pontuador da seleção – com 17 pontos (12 de ataque, quatro de bloqueio e um no saque). Após a derrota, o ex-jogador do Cruzeiro falou do desempenho do Brasil nos Jogos de Tóquio e disse que os Jogos Tóquio podem marcar o fim do seu ciclo na seleção. “Aqui tive altos e baixos, faltou da minha parte, não era da maneira que eu esperava terminar essa competição, mas uma coisa não faltou: dedicação. É muito sacrifício ficar longe da família, amigos, e não viemos para cá para passear. Agora é pensar. Só posso dizer que cada um que esteve me quadra deu seu máximo. Eu fiz tudo que estava em meu alcance, tentei, errei, acertei, mas não foi suficiente”, garantiu o ponteiro.

Já o capitão Bruninho também destacou uma característica forte do time brasileiro durante toda a competição – a inconstância. “Aconteceu uma inconstância em toda a competição. Fizemos ótimos sets, outros não tão bons e não conseguimos essa medalha que nós prometemos lutar até o último ponto. Tínhamos certeza que conseguiríamos e a frustração é muito grande. Foi um ciclo olímpico difícil, conseguimos bons resultados, mas não conseguimos a medalha que sonhamos. Temos que assumir as responsabilidades e seguir em frente. A Argentina tem méritos e souber lutar”, disse Bruninho.

Futuro incerto

O técnico Renan Dal Zotto elogiou os jogadores pelo trabalho e disse que ainda não é certa a sua permanência à frente do comando da seleção para o ciclo olímpico para os Jogos de Paris em 2024. “O mais importante é que houve entrega de todos. Todos queriam muito essa medalha, mas não foi suficiente. Nós alternamos momentos bons e outros de dificuldade e nós não conseguimos sair dessas dificuldades. Foi um jogo com muitas alternâncias, e a engrenagem como um todo não funcionou como estávamos acostumados”, complementou Renan.