A seleção brasileira feminina de futebol deu adeus aos Jogos de Tóquio na manhã desta sexta-feira (30) após empatar no tempo normal, por 0 a 0, e perder nas penalidades para o Canadá nas quartas de finais. A eliminação marca a despedida da meia Formiga das Olimpíadas. Prata em Atenas e em Pequim, a jogadora participou de todas as sete edições da modalidade na história dos Jogos – sendo a primeira delas em Atlanta, em 1996.

Aos 43 anos, Formiga analisou o resultado e projetou melhores dias para a modalidade com a sequência do trabalho, ressaltando que acredita que o Brasil poderá voltar a chegar perto de conquistar a tão sonhada medalha de ouro nos Jogos.

“Gostaria de estar feliz nesse momento, fazendo mais de 100 jogos, última Olimpíada, querendo a classificação. Mas pênaltis e o futebol como um todo são assim, acontece. Agora é levantar a cabeça, encarar novos jogos, novos campeonatos. Foi o que disse a elas: perdemos uma batalha, mas a guerra continua. Vamos continuar trabalhando e dando sempre o nosso melhor e tenho certeza que essa nova oportunidade de ganhar uma Olimpíada vai acontecer o quanto antes”, projetou após o jogo.

Após a eliminação, Marta fez questão de exaltar a companheira, agradecer por toda contribuição de anos para a modalidade.

“Eu me dirigi à Formiga e disse que gostaria de viver mais uma vez aquela sensação de lutar por uma medalha com ela. Agradeço demais por tudo que ela faz por nossa seleção durante esses anos todos, pois foi uma vida dedicada ao esporte. Assim espero que todos possam enxergar da mesma maneira que estou enxergando hoje.  Uma pessoa que dedicou a vida inteira e que tanto vem ajudando a modalidade e que é inspiração para essas meninas que temos aqui na seleção e que poderia ter tido um final ainda mais feliz. Ela é muito guerreira e nos orgulha demais ter jogado mais uma Olimpíada com ela”, explicou.

O próximo grande evento da modalidade será a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2023, que terá a Austrália e Nova Zelândia como sedes.

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