Em busca de recursos para ajudar a atenuar a grave crise financeira que o clube atravessa, a diretoria do Cruzeiro vai se reunir, nesta segunda-feira (21), com grandes empresários que torcem pela Raposa.

Outra pauta da reunião será o projeto clube-empresa, que tem o presidente Sérgio Santos Rodrigues, como um de seus maiores entusiastas.

De acordo com a assessoria de comunicação do clube, nomes como Emílio Brandi, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, Clésio Andrade, Alvimar Perrella (ex-presidente do Cruzeiro) e Ícaro Vilar, estarão presentes no encontro. Aquiles Diniz e Vittorio Medioli, ativos nos bastidores do Cruzeiro, não participarão da reunião por motivos de agenda.

Outra ausência será do empresário Pedro Lourenço, dono do Supermercados BH e principal parceiro do clube celeste nos últimos anos, que recentemente revelou um distanciamento de Santos Rodrigues, motivado por discordância com a filosofia de trabalho do mandatário.

Ao site oficial do Cruzeiro, Sérgio comentou sobre a reunião com os empresários, focando no que ele considera ser essencial para sanar o débito de mais de R$900 milhões do clube.

“As portas do Cruzeiro estão sempre abertas. Com certeza, hoje será a primeira de muitas conversas com os grandes empresários cruzeirenses. Inclusive, reforço publicamente o convite aos empresários que querem tirar dúvidas, opinar e ajudar nesta caminhada. Estou convicto de que essas reuniões serão muito proveitosas para o Clube. Paralelo a isso, estamos no aguardo da aprovação da Lei 5516/2019, da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que inclusive é de autoria do senador mineiro Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, que aprovou o projeto, e que está a par do trabalho cuidadoso que estamos fazendo aqui no Cruzeiro sobre esta transição. Agora, estamos aguardando a apreciação por parte da Câmara dos Deputados”, completou o presidente.

Dívidas urgentes 

O Cruzeiro terá que sanar em breve uma série de dívidas para evitar severas punições desportivas nesta temporada. A primeira delas é referente ao débito de R$ 7 milhões com o Defensor, do Uruguai, pela contratação do meia-atacante Arrascaeta, ainda em 2015.

Para não ser punido pela Fifa com a proibição de inscrever novos jogadores, o clube estrelado terá que desembolsar a quantia aos uruguaios ainda em junho.

Outros débitos, também com ordem de execução previstos para 2021, são referentes ao atacante colombiano Riascos e ao volante Denilson. No primeiro caso, o credor é o Mozatlán, do México, que tem direito a receber cerca de R$ 5,8 milhões, pela venda do jogador tamém em 2015.

Em relação a Denilson, a entidade máxima do futebol determinou que a Raposa pague R$ 5,5 milhões ao Al-Whada, dos Emirados Árabes, pelo empréstimo do jogador ao Cruzeiro em 2016. O não pagamento dessa dívida custou seis pontos ao time celeste no Campeonato Brasileiro da Série B da temporada passada.

Pela reincidência, a não quitação desse débito acarretará o rebaixamento da equipe estrelada para a Série C.