Se retornar ao Atlético, Cuca chega com o desafio de não repetir o que aconteceu com Levir Culpi na volta à Cidade do Galo após virar uma das marcas do período mais vitorioso da história do clube, pelo menos no que se refere à briga por grandes taças. Isso foi vivido entre 2012 e 2016.

Todo torcedor sabe que Cuca conduziu o Atlético ao maior título da sua história, a Copa Libertadores de 2013. Além disso, foi bicampeão mineiro, em 2012 e 2013, com a primeira taça conquistada de forma invicta, e vice da Série A do Campeonato Brasileiro em 2012.

Cuca AtléticoCuca viveu o grande momento da sua carreira no Atlético, com o título da Copa Libertadores de 2013

Com Ronaldinho Gaúcho como maestro, o Galo Doido de Cuca mostrou o futebol mais bonito do Brasileirão de 2012 e só não levantou a taça por uma queda de produção em parte do returno.

A Libertadores foi conquistada de forma eletrizante, com a melhor campanha da fase de grupos, atropelo do São Paulo nas oitavas, pênalti defendido por Victor nos acréscimos nas quartas, e vitórias nos pênaltis na semifinal e final.

Levir Culpi

Seu primeiro substituto, assim que deixou o Galo, logo após o Mundial de Clubes do Marrocos, de forma polêmica, pois acertou com o futebol chinês antes mesmo de iniciada a disputa, foi Paulo Autuori, que durou pouco. Com sua saída, voltou ao clube, para sua quarta passagem, Levir Culpi.

O paranaense já tinha brilhado em 1994/1995, 2001 e 2006/2007, sendo esta passagem especial, pois foi campeão da primeira Série B por pontos corridos e venceu o primeiro título do Campeonato Mineiro do clube neste século.

O início foi turbulento, mas em julho de 2014 seu time venceu a Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, da Argentina, que tinha sido campeão da Copa Sul-Americana em 2013.

O nome foi definitivamente colocado na história alvinegra com a conquista da Copa do Brasil de 2013, numa final em que o Atlético teve como adversário o maior rival, o Cruzeiro, e venceu os dois jogos, disputados no Independência (2 a 0) e Mineirão (1 a 0), respectivamente.

Em 2015, Levir foi campeão mineiro e comandou o Atlético na campanha de mais um vice-campeonato brasileiro. Deixou o clube faltando duas rodadas para o término da Série A porque seu contrato, que estava se encerrando, não seria renovado.

Em 2016, o Galo encerrou as cinco temporadas consecutivas em que brigou por grandes taças com o vice-campeonato da Copa do Brasil, sob o comando de Marcelo Oliveira, que foi demitido após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio no primeiro jogo da decisão, no Mineirão.

Retorno

Em 17 de outubro de 2018, Levir Culpi iniciou sua quinta passagem pelo Atlético, chegando para o lugar de Thiago Larghi. Ele comandou o time na reta final do Brasileirão e conseguiu levar o Galo de volta à Libertadores com a sexta colocação.

Seu contrato era até o final do ano de 2019, mas em 11 de abril, logo após o seu time ser goleado por 4 a 1 pelo Cerro Porteño, do Paraguai, na fase de grupos da Libertadores, ele foi demitido. Isso às vésperas do início da decisão do Campeonato Mineiro com o Cruzeiro.

Levir Culpi técnico Atlético

A última partida em que Levir Culpi dirigiu o Atlético foi a goleada de 4 a 1 sofrida para o Cerro Porteño, do Paraguai, em Assunção, pela fase de grupos da Copa Libertadores de 2019

Levir Culpi é o terceiro treinador que mais dirigiu o Atlético na história, com 320 jogos, atrás apenas de Procópio Cardozo (328) e Telê Santana (434).

Esta marca, juntamente com as taças que levantou, o colocam na história do clube, mas sua última passagem teve muito mais fracassos que sucessos.

Cuca tem menos da metade do número de jogos de Levir à frente do Atlético, são 153, mas tem o nome na história na mesma prateleira ocupada pelo paranaense. E embora seja apenas a sua segunda passagem pelo clube, não deixa de ser um desafio evitar que a imagem de um dos responsáveis pelo período mais vitorioso da trajetória atleticana seja arranhada. A seu favor o grande elenco que terá à disposição na Cidade do Galo.