A proposta do Olympique de Marselha falou mais alto que o projeto no Atlético, e Jorge Sampaoli deixará a Cidade do Galo após a última rodada do Brasileirão. Embora já tenha comunicado seu desligamento do clube mineiro, a diretoria alvinegra concederá a ele esse “último desejo”, embora o próprio treinador não tenha direito de ficar à beira do gramado de um local duplamente emblemático a ele.

Sampaoli comandará os treinos do time visando ao duelo de quinta-feira (25), com o Palmeiras, às 21h30, no Mineirão, mas não poderá dirigir a equipe na área do banco de reservas por conta de uma suspensão. 

Por sinal, considerando as vezes em que esteve à beira do campo, Sampaoli não conheceu a derrota no Gigante da Pampulha. Isso porque no único revés do Galo no estádio neste Brasileiro, por 2 a 0, para o Athletico-PR, o argentino esteve ausente, por conta de Covid-19, assim como no triunfo por 2 a 1 sobre o Botafogo, no mesmo local. O mesmo motivo se deu nos 2 a 2 com o Ceará, mas em partida realizada no Castelão.

Ele também precisou cumprir suspensão nos 2 a 1 sobre o Bragantino e nos 4 a 0 em cima do Flamengo, ambos no Mineirão. Contra o Palmeiras, voltará a ficar fora, em função da expulsão no triunfo por 3 a 2 ante o Sport, no domingo (21).

Sem a Massa

Sampaoli se despede também sem ter tido contato com a torcida alvinegra nas arquibancadas. A estreia pelo Atlético foi nos 3 a 1 no Villa Nova, no dia 14 de março de 2020, em Nova Lima, em rodada disputada sem a presença de público. Depois veio um hiato de mais de quatro meses sem partidas até o duelo válido pela décima rodada do Estadual, o 1 a 1 com o América, em 26 de julho, no Independência, em meio à pandemia.

Em alguns momentos, porém, presenciou manifestações da torcida, como a “Rua de Fogo” na chegada da delegação ao Mineirão, para os confrontos com Grêmio e Flamengo, e também o protesto em frente à Cidade do Galo, no dia 25 de janeiro deste ano, após a derrota por 3 a 2 para o Vasco.

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