O surto de coronavírus que atingiu o Atlético em novembro ainda deixa marcas no clube.

Na ocasião, mais de 30 colaboradores do Alvinegro, incluindo jogadores, comissão técnica, diretoria e funcionários e outros setores, foram contaminados com os vírus.

Entre os atletas do time principal, onze testaram positivo para a Covid-19: Victor, Rafael, Everson, Guga, Réver, Gabriel, Allan, Jair, Alan Franco, Sávio e Eduardo Vargas. Todos estão recuperados, sem ter tido nenhuma intercorrência grave.

Entretanto, mesmo após a cura, a doença ainda pode causar efeitos nos pacientes. Como é o caso de Alan Franco, que vinha em bom momento  no Galo, e ainda não conseguiu recuperar o mesmo desempenho pré-coronavírus.

O equatoriano foi diagnosticado com a doença no dia 14 de novembro, quando estava servindo à seleção de seu país.

Entretanto, mesmo após cumprir a quarentena, o meio-campista demorou mais tempo a voltar para o Brasil, em razão dos protocolos sanitários.

De volta à Cidade do Galo, Franco não apresentou o mesmo rendimento de outrora e perdeu espaço no time titular.

Entretanto, mesmo sem o Alvinegro confirmar à época, era notório que a parte física do equatoriano estava afetada. A intensidade em que o Atlético atua nas partidas - característica marcante dos trabalhos de Sampaoli -  acentuou ainda mais essa percepção.

Para corroborar com a observação, o fisiologista do Alvinegro, Roberto Chiari confirmou, nesta sexta-feira (1), o impacto que a enfermidade teve sobre Franco.

"A Covid... Ninguém dá a dimensão que tem. Alguns jogadores sentem muito mais que outros. Alan (Franco), por minha percepção, olhando todos os dias para ele, comprovei que teve uma complicação maior, que lhe custou (caro). Agora, está entrando no ritmo outra vez. Seguramente, para nós, será uma opção sempre válida", explicou Chiari, em entrevista divulgada pelas mídias oficiais do Galo.

 Roberto Chiari, fisiologista do AtléticoRoberto Chiari falou sobre os efeitos da Covid-19 nos atletas, em entrevista na Cidade do Galo, nesta sexta (1)

Cautela

Ainda sobre o caso de Alan Franco, o fisiologista destacou que a repercussão da Covid-19 varia de acordo com cada pessoa.

"Da mesma forma que os atletas respondem a Covid de maneira individual, ainda existem outras questões envolvidas. No caso do Alan Franco, ele estava servindo à seleção. Já havia alguns dias que ele não estava na rotina de treinamentos no clube e ele fez o isolamento no Equador. O período em que ele esteve afastado de treinamento foi maior do que o da grande maioria dos atletas que também estiveram isolados.”

Por fim, Chiari pregou cautela no retorno do atleta infectado, e indicou que Alan Franco já está perto de atingir o condicionamento físico anterior à doença.

"É um retorno que a gente precisa respeitar e ser mais gradativo. Tem de acompanhar como o atleta está respondendo, temos os parâmetros dele de antes da doença. A gente percebe que existe ainda um comprometimento da condição física, que já está muito próximo de antes de ele ter contraído a doença. Está próximo do ideal já".

Alan Franco e o restante do elenco Alvinegro ainda terão mais dez dias para aprimorar a parte física, técnica e tática antes de voltar aos gramados.

O próximo jogo do Galo será no dia 11, contra o Bragantino, em Bragança Paulista, pela 29ª rodada do Brasileirão.