Para muitos, ele representava uma injeção de ‘adrenalina’ em grandes times da Raposa na década de 90. Para outros, era o pulmão desses esquadrões. Independentemente da metáfora ou qualquer outra figura de linguagem utilizada, o que importava era que Cleisson era a cara do Cruzeiro.

“Rápido e rasteiro”, como dizia a música, se tornou decisivo. O torcedor há de se lembrar de pelo menos dois momentos em que a estrela do então atacante celeste brilhou mais forte. Um deles se deu na finalíssima da Copa do Brasil de 1993. Em uma partida acirrada e que terminou empatada em 1 a 1 na etapa inicial, foi o avante quem fez o gol do triunfo por 2 a 1, selando a primeira conquista do clube no torneio.

Cruzeiro

O outro aconteceu no duelo de volta das semifinais da Libertadores de 1997. O Colo-Colo vencia por 1 a 0, quando o atacante ajeitou a bola para Marcelo Ramos empatar. No segundo tempo, os chilenos marcaram mais dois e, com isso, estavam se classificando para a decisão. Só que Cleisson diminuiu para 3 a 2, resultado que levou a disputa para as penalidades, vencida pelos celestes, que viriam a ser campeões em cima do Sporting Cristal, do Peru.

A história de Cleisson reservou mais episódios de glória a ele e ao Cruzeiro. No clube mineiro, o jogador faturou também a Copa do Brasil de 1996 e os Mineiros de 1994, 1996 e 1997.

Movido pela raça e marcado por lances decisivos, ostenta, com orgulho, um lugar cativo na galeria dos grandes atletas da Raposa.

A FICHA DO CRAQUE

NOME: Cleisson Édson Assunção
NASCIMENTO: 13 de março de 1972
LOCAL: Belo Horizonte
ESTREIA NO CRUZEIRO: 20 de fevereiro de 1992 – Cruzeiro 4 x 0 Athletico-PR – Campeonato Brasileiro – Mineirão
PERÍODO NO CRUZEIRO: 1992, 1993, 1994, 1996-1997
GOLS: 67
JOGOS: 225
TÍTULOS: Campeonato Mineiro (1994, 1996 e 1997; Copa do Brasil (1993 e 1996); Libertadores (1997)
OUTROS CLUBES: Belenenses, Vitória, Flamengo, Grêmio, Atlético, Brasiliense, Sport e outros