Há exatos três anos, terminava a relação entre Atlético e o atacante Fred, hoje com 37 anos. Com 83 partidas disputadas e 41 gols anotados, o jogador foi desligado do alvinegro devido aos altos vencimentos, assim como aconteceu com Robinho. Contudo, após a vitória por 4 a 3 sobre o Grêmio, em 3 de dezembro de 2017, começava uma batalha judicial entre atleta e clube.

Trocando o Atlético pelo rival Cruzeiro, Fred quebrou um acordo contratual no qual constava que, caso assinasse com a Raposa assim que encerrasse o vínculo com o Galo, teria que pagar R$ 10 milhões ao antigo clube. A novela, que se arrasta até hoje, teve capítulos importantes e, em 6 de novembro, um desdobramento favorável ao clube.

Por meio de sua conta no Twitter, o vice-presidente Lásaro Cândido da Cunha comemorou um triunfo sobre o jogador. Porém, em primeira instância.

"Pessoal, bom dia. Hoje é dia 6 de novembro, às 10h59 da manhã, só para dar notícia do caso Fred. Não é a decisão final, mas a Justiça do Trabalho, de primeiro grau, acaba de julgar o mérito e extinguir a ação do Fred. O Atlético ganhou tudo nesta instância, repito, nesta instância. O Fred foi condenado a pagar algo em torno de R$ 600 mil honorários, nesta decisão da Justiça do Trabalho, aos advogados do Atlético", postou o diretor jurídico.

Fred acionou o Atlético na Justiça do Trabalho sobre a competência da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), com o intuito de definir se era cabível ou não a cobrança da multa de R$ 10 milhões. Ele também cobrava supostos valores devidos pelo antigo clube, em torno de R$ 2 milhões. A decisão favorável ao clube mineiro entendeu que a CNRD está apta a julgar a disputa entre as partes.

Com a extinção do processo, o juiz fixou que o atacante do Fluminense terá que arcar com honorários advocatícios no importe de 5% do valor atualizado da causa (mais de 11 milhões de reais), mais um montante de  R$ 239.398,64 dos custos do processo, o que totaliza R$ R$ 600 mil.

Enquanto a novela segue nos bastidores e em âmbito judicial, a queda de braço entre jogador e clube faz com que a excelente média de gols (0,5 por jogo) seja totalmente ignorada pelo torcedor.