As polêmicas envolvendo a arbitragem seguem fazendo parceria com a briga pela liderança da Série. E, mais uma vez, com o São Paulo, clube de melhor aproveitamento na competição (65,1%) envolvido diretamente.

Na noite do último sábado (28), o tricolor paulista assumiu a vice-liderança do Brasileirão, com 41 pontos, um a menos que o Atlético, que jogou duas vezes a mais, vencendo o Bahia por 3 a 1, na Fonte Nova, em Salvador.

A partida foi dominada pelo São Paulo, principalmente no segundo tempo, quando abriu 3 a 0 no placar, com o Bahia descontando no final. Mas o confronto poderia ter uma história diferente.

São Paulo Bahia Série A 2020 Fonte Nova

Após corte de cabeça de Arboleda, Tiago Volpi acerta o rosto do zagueiro Ernando, do Bahia, em jogo no último sábado, na Fonte Nova, em Salvador, pela 23ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro

Aos 25 minutos da primeira etapa, quando o placar era de 0 a 0, após uma cobrança de falta para a área são-paulina, o zagueiro Léo cortou de cabeça. Logo em seguida, o goleiro Tiago Volpi, que tinha saído para socar a bola, acertou o rosto do zagueiro baiano Ernando, que tentava o cabeceio.

Acontecia a grande polêmica de arbitragem da 23ª rodada da Série A. O árbitro de vídeo, Héber Roberto Lopes, recomendou a revisão do lance, o que evidencia que ele achou a ação faltosa. Leandro Vuaden a fez e achou normal o choque do goleiro do São Paulo com o defensor do Bahia, dando escanteio para os baianos.

Na transmissão da televisão, o ex-árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho, concordou com a decisão de Vuaden, pois considerou o choque como acidental.

Mais tarde, o também ex-árbitro Paulo César de Oliveira, que integra a chamada Central do Apito com Sálvio, afirmou que, na opinião dele, Tiago Volpi cometeu pênalti em Ernando na ação e merecia o cartão amarelo.

Polêmicas

Além de ser líder em aproveitamento neste Brasileirão, o São Paulo ocupa a mesma posição no que se refere às polêmicas de arbitragem. Desde 30 de agosto, quando fez 2 a 1 no Corinthians, no Morumbi, pela sexta rodada, são vários os episódios. Neste clássico, o atacante Jô agrediu com um soco o zagueiro Diego Costa, mas mesmo após revisão no VAR, o árbitro de campo não expulsou o atacante corintiano, que depois foi denunciado pela Procuradoria do STJD e suspenso pelo órgão.

Na partida seguinte, em 3 de setembro, o Tricolor perdeu por 3 a 0 para o Atlético, pela sétima rodada, no Mineirão, mas teve um gol de Luciano anulado de forma equivocada pelo VAR, quando o placar era de 0 a 0.

Definitivamente, São Paulo e polêmicas de arbitragem passaram a andar juntos neste Brasileirão. E a situação ficou ainda mais evidente após o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, revelar, pelo SporTV, que o lance do gol anulado de Luciano, no Mineirão, tinha sido um erro do VAR.

Logo após esta declaração, que aconteceu apenas no meio de outubro, mais de um mês após o lance no Mineirão, o São Paulo recebeu o Grêmio, no Morumbi, pela 17ª rodada. E o empate por 1 a 1 teve uma arbitragem de campo desastrosa de Rafael Traci, que foi o árbitro de vídeo que anulou o gol de Luciano contra o Atlético.

Isso sem contar que o árbitro de vídeo do jogo foi trocado em cima da hora, após reclamação do São Paulo na sede da CBF, no Rio de Janeiro, por causa de polêmicas no empate por 3 a 3 com o Fortaleza, pela Copa do Brasil, no Castelão.

Pressão

A pressão sobre a arbitragem passou a ser a marca do Campeonato Brasileiro, não só por parte do São Paulo, mas de todos os clubes que brigam na parte de cima da tabela. Mas os lances mais polêmicos seguiram nos jogos do tricolor paulista.

E na primeira rodada do returno, em 7 de novembro, o São Paulo fez 2 a 1 no Goiás, no Morumbi, num jogo em que o gol de empate dos donos da casa foi polêmico, pois não há até hoje uma imagem que mostre ter entrado a bola cabeceada por Brenner e defendida por Tadeu, lance, que segundo o assistente, foi gol.

Na última quarta-feira (25), no empate por 1 a 1 do São Paulo com o Ceará, no Castelão, jogo adiado da 16ª rodada, um gol irregular de Pablo, que decretaria o 2 a 1 para o Tricolor, chegou a ser validado pelo VAR, com o árbitro de campo reiniciando a partida, mas logo depois voltando atrás e anotando o impedimento.

Estava cometido o chamado erro de direito, motivo para se anular uma partida, mas o São Paulo desistiu de fazer esse pedido ao STJD. No último sábado, aconteceu o lance envolvendo Tiago Volpi e Ernando, mais uma grande polêmica neste Brasileirão e, coincidentemente, em jogo do time do Morumbi.