A campanha do Cruzeiro como mandante, na Série B de 2020, após 13 dos 19 jogos que disputará em Belo Horizonte realizados, é pior que o desempenho do time na Série A do ano passado dentro do mesmo universo.

O torcedor cruzeirense ainda tem viva na memória a péssima participação do time na elite no ano passado, quando foi rebaixado pela primeira vez na sua história para a Segunda Divisão. E o ponto principal para a queda foi o péssimo aproveitamento em Belo Horizonte.

Cruzeiro Confiança Série B 2020A derrota para o Confiança, na última sexta-feira, foi a quinta do Cruzeiro como mandante nesta Sérei B do Campeonato Brasileiro

Em 2020, esse trauma se repete. A Raposa não consegue fazer do Mineirão a sua casa, é presa fácil para adversários com um orçamento de futebol muito inferior, mas que chegam ao Gigante da Pampulha e jogam como se estivessem em casa.

Isso aconteceu com Enderson Moreira no comando, na passagem de Ney Franco e agora com Luiz Felipe Scolari. E o conjunto dessa obra tem apenas 16 dos 39 pontos disputados como mandante conquistados. O aproveitamento é de 41%.

Em 13 jogos, foram quatro vitórias, quatro empates e a derrota para o Confiança, na última sexta-feira, por 2 a 1, foi a quinta do Cruzeiro em casa nesta Segundona.

Comparação

No ano passado, nos primeiros 13 jogos como mandante, a Raposa também teve três treinadores: Mano Menezes, Rogério Ceni e Abel Braga. E conquistou 19 dos 39 pontos, aproveitamento de 49%.

Foram cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Em 2019, nos seis confrontos restantes no Mineirão, a Raposa não venceu mais. Foram quatro empates e duas derrotas, com apenas quatro pontos somados em 18.

Essa história não pode se repetir em 2020, pois a proximidade da zona de rebaixamento pode transformar a fragilidade dentro de casa em mais um rebaixamento, sendo essa, cada vez mais, a única briga cruzeirense neste Brasileirão, pois quem não vence em casa dificilmente consegue sucesso na Série B.