O Cruzeiro está novamente impedido pela Fifa de inscrever novos jogadores.

A punição é em razão de uma dívida da Raposa com o PSTC, do Paraná, em relação à venda do zagueiro Bruno Viana para o Olympiacos, da Grécia, em 2016.

A Câmara Nacional de Resolução e Disputas (CNRD) deu ganho de causa ao clube paranaense, que, em 2017 ingressou com um procedimento cobrando R$1,3 milhões, que seriam referentes a 20% dos 2 milhões de euros (cerca de R$ 7,6 milhões na cotação da época) pagos pelo clube grego na negociação.

O PSTC alega que na ida de Bruno Viana para o Cruzeiro, em 2010, a Raposa se comprometeu a repassar ess percentual em caso de venda futura. 

Com base na decisão da CNRD, a entidade máxima do futebol decretou esse tipo de sanção à Raposa pela segunda vez em 2020.

A condenação ocorreu em março, mas só em Novembro a punição foi divulgada.

A informação sobre o caso foi divulgada inicialmente pela rádio Itatiaia e confirmada pelo Hoje em Dia.

O Cruzeiro foi procurado para comentar sobre a punição, mas até o momento não se pronunciou.

Em setembro, o clube estrelado havia sofrido a mesma punição, dessa vez em virtude de uma dívida com o Zorya, da Ucrânia, pela compra do atacante Willian Bigode, em 2013.

No mês seguinte, a Raposa quitou o débito e pôde voltar a inscrever novos jogadores. 

Bruno Viana 

Formado nas categorias de base do Cruzeiro, Bruno Viana foi alçado ao time principal em 2015, se consolidando no ano seguinte. 

Durante a passagem do técnico portugues Paulo Bento pela Toca da Raposa II, o zagueiro foi titular em várias partidas do Campeonato Brasileiro. 

Com a saída de Bento, o defensor perdeu espaço, sendo negociado com o Olympiacos em julho. 

Ao todo, Viana disputou 21 jogos, todos em 2016.