A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) admitiu que o Atlético foi prejudicado pela arbitragem na vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, no dia 14 de novembro, pela 21ª rodada do Brasileiro.

Em trecho de parecer divulgado pelo vice-presidente do Galo, Lásaro Cândido da Cunha, a Ouvidoria da CBF afirma que a não marcação de um pênalti em cima do atacante Eduardo Vargas, que teria sido cometido pelo zagueiro Gil, configurou um erro grave por parte de quem comandou o duelo.

“O atacante estava à frente do defensor no momento que foi segurado (sic) e sofreu o claro impacto, de modo que a incorreta versão do árbitro sobre a disputa de espaço não poderia ser recepcionada pelo VAR. A decisão se caracterizou como erro claro, óbvio, que, pois, impunha ao VAR recomendar revisão”, disse a ouvidoria em resposta às reclamações protocoladas pelo Atlético sobre o lance.

O árbitro da partida foi Rodrigo Dalonso Ferreira (SC) e o responsável pelo VAR, Pathrice Wallace Corrêa Maia.

“Neste caso, o atacante estava à frente do defensor no momento que foi segurado e sofreu o claro impacto, de modo que a incorreta versão do árbitro sobre a disputa de espaço não poderia ser recepcionada pelo VAR”, disse a Ouvidoria, em outro trecho do parecer.

Expulsão

A entidade máxima do futebol brasileiro também concordou com o pleito do Galo de que, além da marcação da infração dentro da área, Gil deveria ter sido expulso, por impedir uma chance clara de gol de Vargas,

“Tratou-se, conclusivamente, da já famosa DOGSO (impedir com falta uma clara oportunidade de gol) e sem que houvesse disputa pela bola, impondo, assim, a punição com CV (cartão vermelho) direto, pois as infrações de mão/braço, empurrar e segurar, como foi o caso, não possibilitam que o CV caia para CA (cartão amarelo). Cartão vermelho direto, portanto, não aplicado.

Outras polêmicas

O episódio no confronto com o Corinthians não foi a primeira controvérsia envolvendo a arbitragem em jogos do Galo que chamou à atenção.

No primeiro turno do Brasileirão, o Atlético protocolou um protesto contra a arbitragem que comandou a derrota time comandado pelo técnico Jorge Sampaoli por 3 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, no dia 9 de setembro.

À época, a principal reclamação do Atlético foi em relação à expulsão do goleiro Rafael, logo no início da partida, em uma falta cometida perto do círculo do meio de campo.

Mesmo com a indignação dos dirigentes do Galo, que pediram a divulgação das imagens e dos áudios da conversa entre o árbitro de campo e o comandante do VAR, o retorno da CBF para a demanda foi negativo.

Já em relação ao duelo com o São Paulo, em que venceu por 3 a 0 ,no Mineirão, no dia 3 de setembro, pela 7ª rodada do campeonato, o Alvinegro estava do lado oposto da polêmica.

Neste caso, a CBF admitiu que o VAR errou a assinar impedimento do atacante Luciano, que havia aberto o placar no Gigante da Pampulha, quando o duelo estava empatado em 0 a 0.

Assim como o Atlético, o Tricolor Paulista protestou contra a atuação da arbitragem, e também viu a entidade máxima do futebol brasileiro dar razão às reclamações.