O Cruzeiro anunciou na tarde desta sexta-feira (20) que chegou a um acordo com o meia-atacante Marquinhos Gabriel para a rescisão do vínculo do jogador, que iria até dezembro de 2021.

Contratado em janeiro do ano passado, Marquinhos - assim como a maior parte do elenco celeste - teve alguns bons momentos no início da temporada, mas caiu de rendimento no segundo semestre, fazendo parte do grupo que foi rebaixado à Série B do Brasileiro.

No início deste ano, como recebia salários acima do teto estipulado pela diretoria estrelada, o meia-atacante foi emprestado ao Athletico-PR.

Também com pouco brilho pelo Furacão, o jogador foi reintegrado ao plantel da Raposa em setembro, com os vencimento readequados à atual realidade do Cruzeiro.

Entretanto, mesmo tendo oportunidades com os técnicos Ney Franco e Felipão, Marquinhos não conseguiu deslanchar na volta à Toca da Raposa II e acabou optando por deixar o clube.

Com a camisa estrelada, Marquinhos Gabriel disputou 56 partidas, marcou quatro gols e conquistou o título do Campeonato Mineiro de 2019.

"Melhor que Arrascaeta"

Marquinhos Gabriel chegou ao Cruzeiro poucos dias depois de o clube vender o meia-atacante Arrascaeta para o Flamengo, em uma negociação cercada de polêmicas.

Para o lugar do uruguaio, a Raposa acertou com Rodriguinho, que estava no Pyramids, do Egito.

Contudo, em uma negociação considerada uma oportunidade de mercado pelos dirigentes celestes à época, o clube estrelado acertou a chegada de Marquinhos Gabriel, que havia acabado de deixar o Al-Nassr, da Arábia Saudita.

Na ocasião, o então vice-presidente de futebol da Raposa, Itair Machado, chegou a afirmar, em entrevista ao canal Fox Sports, que Marquinhos poderia render mais do que o uruguaio em termos de produtividade ao longo do ano. 

Itair também disse que enxergava as chegadas de Rodriguinho e Marquinhos Gabriel e a saída de Arrascaeta como um "chapéu" do Cruzeiro em cima do Rubro-Negro, já que, segundo o dirigente, o uruguaio "sumia" em alguns jogos da temporada.