O Cruzeiro e o atacante Fred chegaram a um acordo na Justiça do Trabalho, reduzindo a dívida do clube com o jogador a menos de um terço do valor inicial.

Com o consenso entre as partes, ficou definido que o jogador vai receber R$ 25 milhões, dos R$ 77 milhões que havia demandado da Raposa no início do processo, proposto em fevereiro.

Ficou acordado também que o pagamento vai ser dividido em 61 parcelas mensais, que começarão a ser quitadas a partir de janeiro de 2022.

A dívida corresponde a valores referentes a salários atrasados e direitos de imagem devidos pelo Cruzeiro ao jogador.

De acordo com o departamento jurídico da Raposa, Fred, que atualmente defende o Fluminense, também abriu mão de ação interposta em que pedida R$ 3,5 milhões pela exploração de sua imagem. 

Em nota publicada nas mídias oficiais do clube, o presidente Sérgio Santos Rodrigues comemorou o acordo.

“Ficamos felizes com a resolução desta ação, que envolvia altas cifras e vinha gerando certo desgaste nos últimos meses. Chegamos inclusive a trocar opiniões divergentes publicamente, mas tudo isso foi superado. Continuo acreditando que o diálogo é sempre o melhor método para a resolução de conflitos. Quero parabenizar ao nosso Superintendente Flávio Boson e toda a equipe do nosso Jurídico, e também agradecer ao Davidson Malacco e o escritório Ferreira e Chagas por todo o suporte, além dos colegas que representaram o Fred na ação, na pessoa do Pepe Chaves, que colaboraram na construção do acordo e nos deram um voto de confiança, diante de tudo que temos feito pelo Cruzeiro nos últimos meses. Com muito esforço, estamos resgatando a credibilidade da nossa marca”, afirmou Santos Rodrigues.

Imbróglio com o Atlético

Cruzeiro e Fred ainda têm pela frente uma disputa judicial com o Atlético, que cobra do atacante R$ 10 mihões de multa pelo acerto do atacante com o Cruzeiro, em dezembro de 2017, logo após ter rescindido com o Galo. A Raposa aparece com ré solidária na ação. 

A Câmara Nacional de Resoluções de Disputas deu ganho de causa ao clube alvinegro, Fred recorreu, e o órgão arbitral ainda não proferiu uma sentença definitiva, que nesse caso é irrecorrível,

O imbróglio também corre na Justiça Trabalhista, em segredo de Justiça. No caso da Justiça comum, há a possibiliade de as partes recorrerem à instâncias superiores.