Eram 44 minutos do segundo tempo, o empate por 2 a 2, no Pacaembu, em São Paulo, já garantia o título da Taça Brasil de 1966 ao Cruzeiro, que tinha feito 6 a 2 no Mineirão, no primeiro jogo da final, quando Natal sacramentou a primeira grande conquista cruzeirense decretando os 3 a 2 sobre o poderoso Santos, de Pelé, então pentacampeão, em sequência do torneio.

Revelação cruzeirense, Natal era um dos destaques do grande time montado por Felício Brandi no final dos anos 1960.

Cruzeiro

Uma prova disso é que integra a dezena de craques que têm a história contada no livro “Os dez mais do Cruzeiro”, escrito pelo jornalista Cláudio Arreguy, que fez uma eleição entre dez cruzeirenses históricos.

O lugar no coração da torcida foi garantido não só pela sua técnica, aliada à velocidade, que se encaixava perfeitamente no estilo de jogo de Tostão, Dirceu Lopes e Evaldo, mas também pelos gols sobre o Atlético.

E um deles é histórico, pois em 4 de maio de 1969, o clássico teve o maior público pagante da história do Mineirão, com 123.351 torcedores comprando ingresso. A vitória foi cruzeirense, por 1 a 0, gol de Natal, marcado como “O Diabo Loiro”.

A FICHA DO CRAQUE
NOME
: Natal de Carvalho Baroni
NASCIMENTO: 24 de novembro de 1946
LOCAL: Belo Horizonte (MG)
ESTREIA NO CRUZEIRO: 13 de setembro de 1964 – Cruzeiro 1 x 1 Uberlândia – Campeonato Mineiro – Estádio Juca Ribeiro (Uberlândia)
PERÍODO NO CRUZEIRO: 1964 a 1971
GOLS: 71
JOGOS: 245
TÍTULOS: Campeonato Mineiro (1965, 1966, 1967, 1968 e 1969); Taça Brasil (1966)
OUTROS CLUBES: Corinthians, Bahia, Vitória, Londrina, Esab, América, Villa Nova, Caldense, Democrata-GV, Valério e Deportivo Itália (Venezuela)
NA SELEÇÃO BRASILEIRA (jogos oficiais)
ESTREIA: 28 de junho de 1967 – Brasil 2 x 2 Uruguai – Copa Rio Branco – Estádio Centenário (Montevidéu)
GOLS: 3
JOGOS: 13