Guga chegou à Cidade do Galo tendo como maior qualidade as assistências. Tanto que na campanha do acesso do Avaí à Série A, em 2018, colaborou com três, sendo um dos principais nomes do time catarinense. No Atlético, em 2019, também conseguiu se destacar em termos ofensivos dentro de campo. Porém, em 2020 as coisas vêm sendo bem diferentes.

Nesta temporada, o camisa 2 computa um passe a gol em 24 participações pelo alvinegro. Neste aspecto, houve uma queda brusca de rendimento em comparação ao número do ano passado.

Em 2019, considerando suas 24 primeiras partidas, Guga deu seis assistências (0,25 por duelo); ao todo, esteve em campo em 36 jogos pelo Atlético, com sete passes a gol, o que rendeu a ele uma média de 0,19 por embate. Essas duas situações superam o desempenho de 0,04 assistência por confronto neste ano.

Em termos de gols marcados (um, até agora), 2020 já é melhor para o lateral em relação ao último ano, em que não conseguiu balançar as redes, mas é inferior a 2018, quando, só na Série B, anotou três tentos pelo Avaí.

Fazendo um paralelo com a outra ala do Galo, Guilherme Arana possui um aproveitamento bem superior. Ali, pela lateral esquerda, ele soma, em 28 partidas disputadas na temporada, quatro gols (média de 0,14 por jogo) e cinco assistências (média de 0,17). Essas estatísticas são do Galo Digital.

Em busca de números melhores, Guga anseia fazer valer as instruções dadas por Jorge Sampaoli.

"No início dele (Sampaoli) aqui, fiz um comentário em que acredito que todo jogador gostaria de vivenciar isso: pensar somente em atacar. Claro que todos nós temos a responsabilidade de defender também. Mas primeiramente pensar em atacar, fazer os gols, ter a consciência de como atacar, fazer o adversário sofrer. O Sampaoli nos mostra esse caminho. Isso nos dá mais motivação de querer buscar o gol. O futebol fica mais divertido assim", disse o lateral-direito, em entrevista no dia 21 de setembro.

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