O Ministério Público de Minas Geras (MPMG), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, denunciou, nesta quinta-feira (15), o ex-presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá e mais oito pessoas suspeitas de terem cometido uma série de crimes na antiga administração da Raposa.

De acordo com o MPMG, eles são suspeitos de lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsidade ideológica e formação de organização criminosa. Ainda segundo o órgão, o prejuízo aos cofres do clube estrelado gira em torno de R$ 6,5 milhões.

Da antiga cúpula da Raposa, além de Wagner, que renunciou ao cargo em dezembro de 2019, foram denunciados o ex-vice-presidente de futebol, Itair Machado, e o ex-diretor geral, Sérgio Nonato, o Serginho.

Três empresários, um ex-presidente do Ipatinga, um ex-assessor de futebol do Cruzeiro, e o pai de um atleta das categorias de base do clube estrelado completam a lista.

O Hoje em Dia tentou contato com Wagner Pires, Itair e Serginho, mas não obteve retorno.

Além da condenação dos investigados, o MPMG pede que seja fixada indenização ao Cruzeiro do rombo causado e, a título de dano moral coletivo, dano à imagem do clube, com o pagamento correspondente a 100% do prejuízo efetivamente causado, ou seja, algo em torno R$ 6,5 milhões.

O Ministério Publico ainda afirma que  aguarda decisão sobre levantamento de sigilo de medidas, dados e informações ainda em segredo de justiça - já requerido - para fornecer maiores informações sobre o caso.

As denúncias

Wagner Pires de Sá foi denunciado pelos crimes de falsidade ideológica, apropriação indébita e formação de organização criminosa. Itair Machado por lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsidade ideológica e formação de organização criminosa. Já Sérgio Nonato responderá por integrar organização criminosa e por apropriação indébita.

Os três empresários são acusados de integrar organização criminosa e apropriação indébita, sendo que dois deles ainda responderão por lavagem de dinheiro. O pai do atleta das categorias de base da Raposa responderá pelo crime de falsidade ideológica. Já o ex- presidente do Ipatinga foi denunciado por lavagem de dinheiro. E o ex-assessor de futebol do Cruzeiro por apropriação indébita.

Investigações prosseguem

Por meio de nota, o MPMG afirmou que segue investigando outros fatos, entre eles contratos mantidos em nome do Cruzeiro com pessoas e empresas ligadas a dirigentes e conselheiros.

De acordo com o material divulgado pelo Ministério Público, o inquérito apura se essas pessoas burlaram ou ainda estão  "...burlando vedação estatutária ao recebimento de remuneração, como forma de angariar apoio à gestão e impedir/dificultar a atuação dos mecanismos de controle e concessão de “vantagens a terceiros, especialmente ligados a torcidas organizadas do clube, com o propósito de angariar apoio à gestão”; visando à identificação integral dos envolvidos, beneficiários finais e valores auferidos", diz o texto enviado pelo MPMG.