Da esperança ao desespero. O intervalo entre as duas disputas pela presidência do Cruzeiro foi inferior a cinco meses. Tempo suficiente para o torcedor cruzeirense perceber que a passagem pela Série B do Campeonato Brasileiro pode ser maior do que ele imaginava

O time ocupa a zona de rebaixamento da Segundona, não consegue mostrar um bom futebol, apesar de encarar adversários de história bem inferior.

Este cenário levou dezenas de torcedores à porta do Parque Esportivo do Barro Preto no final da tarde e início da noite desta quarta-feira (7), quando Sérgio Santos Rodrigues, candidato único, foi reeleito presidente do Cruzeiro até 2023.

E a maior reclamação do torcedor é justamente em relação à condução do clube por ele. Os torcedores querem mudanças no comando do futebol.

Além disso, pedem auditoria nas contas do ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares. A cobrança foi forte também sobre o Conselho Deliberativo.

Em 21 de maio, quando Sérgio foi eleito, numa disputa com Ronaldo Granata, contava com o apoio incondicional do torcedor.

Na reeleição, virou foco de protesto, que começou nesta quarta-feira com a invasão da Toca II por dezenas de torcedores,

Um dos momentos mais tensos do protesto ocorreu por volta das 18h, quando houve tentativa de invasão Parque Esportivo do Barro Preto, rapidamente contida por seguranças do clube e policiais militares. 

Cerca de uma hora depois, muitos torcedores se dirigiram à sede administrativa do Cruzeiro, na rua dos Timbiras, também no Barro Preto. No local, continuaram entoando palavras de ordem, direcionadas principalmente à dirigentes da Raposa. 

Assim caminha o Cruzeiro pela Série B do Campeonato Brasileiro.