No último domingo, o Avaí foi goleado por 5 a 2 pelo Sampaio Corrêa, que ocupa a zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro, dentro da Ressacada, em Florianópolis. Nesta sexta-feira (25), o time catarinense amenizou sua crise, que resultou na saída de oito atletas, vencendo o Cruzeiro por 1 a 0, em pleno Mineirão, pela 11ª rodada da competição.

Cruzeiro bandeira

A derrota para os catarinenses é só mais um capítulo da crise cruzeirense. Mas é também um castigo. Sim, o Conselho Deliberativo, omisso e corporativista em sua maioria, vê o clube ser usado há décadas, pessoalmente, politicamente, para troca de favores e até para enriquecimento, mas quase nunca cumpriu seu papel.

A dívida de R$ 100 milhões se transformou em R$ 1 bilhão em uma década, dentro de um clube que tem Conselho Fiscal.

Precisou que um grupo indiciado pela Polícia Civil por associação criminosa chegasse à presidência para que uma ação fosse tomada. Mas pela metade.

Há 29 conselheiros que receberam da administração Wagner Pires de Sá, algo proibido pelo Estatuto, sendo ainda “protegidos” pela inércia do Conselho por ter nele amigo ou filho de alguém.

A bola pune. E no caso do Cruzeiro, ela está punindo o conjunto da obra de grande parte de seus conselheiros e dirigentes.

A solução está longe de dizer que é novo. Ela passa por mostrar que é novo, o que não é.

Os milhões de torcedores cruzeirenses sofrem a punição que algumas dezenas de conselheiros e cartolas merecem receber.

Isso num clube que tem a sua vida decidida por menos de 400 pessoas, várias delas integrantes de um processo contaminado, vicioso, de uso do Cruzeiro.

E assim segue a Raposa, cada vez mais próxima de passar todo o ano do seu centenário, que será comemorado em 98 dias, na Série B. Isso, se a bola não punir mais ainda, e o destino cruzeirense for a Série C. Pobre torcedor, mas alguém tem dúvida de que grande parte do Conselho merece?