“Uma das maiores pipocadas do futebol mineiro”, disse o técnico Lisca ao fim da goleada sofrida pelo América, por 3 a 0, para o Atlético, na partida de volta das semifinais do Campeonato Mineiro, na noite dessa quarta-feira (5), no Independência. O treinador creditou o resultado à arbitragem, que, segundo o comandante alviverde, não teve peito para expulsar o zagueiro Junior Alonso em lance envolvendo o atacante Ademir, no primeiro minuto do duelo.

O América pediu a expulsão do atleticano, porém, Felipe Fernandes de Lima optou pelo cartão amarelo. O lance foi revisado pelo VAR, e a decisão foi mantida. Lisca, no entanto, disparou contra a arbitragem, alegando que não foi cumprida a regra da chance manifesta de gol.

“Senhor Felipe, o senhor é pipoqueiro. Não tinha ninguém na cobertura do zagueiro (do Atlético). Nem minha mãe, nem ninguém. Uma vergonha. Não ter culhão para expulsar o jogador do Atlético Mineiro com dois minutos, algo que mudaria a partida. Clara e manifesta a situação de gol. Senhor Felipe, lamentável! O senhor não tem condições de apitar. Lamento muito por você. Você estragou o jogo, não teve coragem de apitar o que é a regra da partida”, vociferou.

Na mesma coletiva, Lisca afirmou que “jogar contra o Atlético é difícil, mas jogar contra 14 e o pessoal do VAR, aí é complicado”. “Parabenizo o Atlético pelos gols, eles não têm culpa de o árbitro ser pipoqueiro. Mas a expulsão do Junior mudaria totalmente a partida”, afirmou.

Por fim, ele declarou que se fosse o contrário, o América teria um jogador expulso. “Os comentaristas de arbitragem, se acharem o contrário (ou seja, que Alonso não merecia ser expulso), que parem. Situação manifesta de gol, (o Ademir) estava indo reto, tomando à frente. Estamos muito tristes com o Felipe, complicou um trabalho de toda uma comissão técnica e todos os jogadores”, completou.