Durante a sua campanha, o novo presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, sempre destacou clubes como Grêmio, Internacional, Flamengo, Bahia e Fortaleza, em exemplos que ele pretende seguir na sua gestão. Na entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, na última quinta-feira (28), na sede administrativa do clube, ele revelou o atraso cruzeirense em relação a esses clubes.

Sérgio Santos Rodrigues presidente CruzeiroSérgio Santos Rodrigues pretende implantar no Cruzeiro o modelo de governança do Grêmio, considerado modelo pelo novo presidente celeste

“Está muito atrasado, seja no aspecto de estatuto, de governança, de transparência. Isso que pretendemos implementar. O Grêmio para mim é uma referência. Eles têm um portal de governança muito bacana, um código de ética publicado. O Flamengo também. O Flamengo tem os processos de compra e fornecimento de produto, com processo licitatório, colocado em site, aberto”, revela o novo mandatário cruzeirense.

Como exemplo, ele usa, por exemplo, a contratação de um serviço que o clube terá de fazer: “há serviços que é possível de ser feito. Por exemplo, vamos terceirizar o serviço de segurança do Cruzeiro. Não adianta eu escolher a empresa de um amigo ou alguém que eu conheça, o certo é ver quem tem a modalidade, o preço e qualidade, para isso eu posso abrir um procedimento. Então, existem vários serviços que podem ser feitos assim para buscar o melhor para o Cruzeiro. E esses clubes são referências nessas áreas e a gente pretende implementar isso também”.

Política

Além de ser favorável a mudanças no Estauto, no que se refere ao controle administrativo do clube, Sérgio Rodrigues revela ainda que o Cruzeiro precisa repensar a composição do seu colégio eleitoral, hoje restrito a cerca de 400 conselheiros, e mudar até mesmo as exigências para que um associado posso se candidatar à presidência do clube.

“Tem que democratizar de alguma forma, assim como tem que flexibilizar as condições para ser candidato à presidente do Cruzeiro. Sou contra fazer em ano eleitoral, já manifestava isso desde 2017, mas acho que para ser feito aqui temos que estudar outros modelos. Athletico-PR, Bahia, Fluminense são referências em que sócios votam, mas cada um trabalha de um jeito. Eu não acho que o sócio que paga R$ 12 pode ter o mesmo direito de voto que um conselheiro ou sócio que paga R$ 500. Não temos sócio de R$ 500, mas é um exemplo. Verificar o que eles fazem, buscar um melhor modelo e tentar dar a possibilidade de mais pessoas no pleito”.

Essa questão relativa ao Estatuto, é uma decisão que cabe ao Conselho Deliberativo do clube resolver. Tem de ser colocada em votação qualquer alteração para acontecer uma mudança.